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Mercadante exalta Dilma no lançamento de sua candidatura em SP

Armando Fávaro

24 de abril de 2010 | 11h23

Por André Mascarenhas, Roberto Almeida, Malu Delgado e Julia Duailibi


O PT de São Paulo lançou hoje, em encontro no sindicato dos Bancários paulistas, no centro da capital, as pré-candidaturas do senador Aloizio Mercadante ao governo do Estado e de Marta Suplicy ao Senado.

Veja abaixo os principais momentos do encontro

13h37 – Mercadante encerra o discurso de cerca de 30 minutos justificando sua decisão de concorrer ao governo, e não à reeleição ao Senado – que, na sua avaliação, seria mais fácil. E cita a política de alianças do PT no Estado, que já angariou nove partidos. Mercadante também exalta Dilma, a quem chama de “presidenta”, e sua participação na luta contra a ditadura. “Você representa uma parte da juventude que arriscou a vida para garantir a liberdade nesse país.” “Você será a primeira mulher presidente do Brasil, com essa militância na rua.” E conclui em tom emotivo: “Eu vim de muito longe para chegar aqui. Fiquei viúvo quando criamos o PT. A única coisa que eu sinto é ter perdido os momentos com a minha família, não fui em festas dos meu filhos, mas tudo isso eu fiz por esse Brasil que estamos construindo!”, conclui aos berros e com a voz embargada.

13h27 – É a vez das propostas para a segurança pública. “O povo de São Paulo não pode lembrar apenas da polícia quando disca 190”, diz. Propõe uma reforma no sistema carcerário, com a divisão dos presos por periculosidade.

13h24 – O pré-candidato petista parte agora para a política habitacional. Lembra que o governo já está construindo unidades do programa Minha Casa, Minha Vida no Estado. Mas acrescenta: “Imagina se o governo do Estado ajudasse com o financiamento de terrenos?”

13h17 – Mercadante passa a falar da política de educação, que, garante, será um dos pontos centrais de um eventual governo seu. E cita a greve dos professores de São Paulo, classificada por José Serra como “campanha eleitoral antecipada”. “Vivemos numa democracia, onde as pessoas tem direito de se manifestar.” E se exalta: “Uma categoria como a dos professores não pode ser tratada com borrachadas!” Mercadante completa o discurso sobre educação com um recado: “Não prometo cumprir todas as reivindicações, mas prometo tratar os professores com a dignidade que eles merecem!”

13h15 – Agora o pré-candidato foca nos problemas mais emergenciais dos paulistanos. Cita as questões do trânsito e do transporte público. “A gente vê o que é a Estação da Sé no horário de pico. As pessoas não conseguem descer e nem entrar”, critica, para em seguida atribuir a demora no avanço do metro aos governos tucanos.

13h12 – “Nós estamos caminhando para ser a 7ª economia do mundo, passando a França e a Inglaterra. E seremos a 5ª economia em breve. Já somos a segunda agricultura”, diz Mercadante, que defende as políticas de desenvolvimento do governo Lula.

13h07 – “E não vim aqui para criticar o passado. Eu venho pra falar do futuro”, diz Mercadante. Mas critica aqueles que apostaram na crise. “Estamos crescendo a 7% e criando empregos no primeiro semestre”, diz. “Podem criticar, mas jamais irão ver o presidente Lula patrocinando um conflito em detrimento da negociação diplomática.”

13h02 – Mercadante inicia seu discurso, citando a “maior aliança política que já tivemos no Estado de São Paulo”. Assim como outros que discursaram, Mercadante trata Dilma como a “primeira presidente mulher que esse país terá”. “Nós aprendemos desde jovens que São Paulo é a locomotiva do Brasil. Não só econômica, mas em todos os setores da sociedade.” O senador-candidato diz que São Paulo é tem uma “cultura de muitos povos”. “Isso traz pra mim um misto de orgulho com responsabilidade. Orgulho porque ajudei a construir as riquezas desse Estado. E responsabilidade porque sei que São Paulo tem que liderar o processo de crescimento do País.”

12h59 – O presidente estadual do PT coloca em votação a chapa Mercadante-Marta. A chapa é conclamada por unanimidade. “Declaramos pré-candidata ao Senado, Marta Suplicy. Declaramos como pré-candidato ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante.” Edinho chama o pré-candidato ao palanque, que é recebido a gritos de “avante, avante, São Paulo é Mercadante”.

12h58 – Foram quase 30 minutos de discurso. “Nós sabemos fazer”, diz em relação aos avanços que propõe trazer para o Estado. “Nós somos milhões!”, completa. “Viva a militância do partido dos trabalhadores!”, encerra o discurso, com o novo jingle em alto e bom som.

12h51 – Dilma volta a lembrar a participação do governo federal nas obras de São Paulo. Cita o Rodoanel, a expansão do metro e os investimentos em saneamento. “O governo federal fez um grande esforço aqui em São Paulo. Nós achamos que é possível fazer muito mais”, diz. A pré-candidata do PT à Presidência entra na briga pelo ensino técnico, uma das bandeiras de seu principal adversário, José Serra. “Nós multiplicamos de 3 para 21 as escolas técnicas de São Paulo”, diz, em referência aos investimentos em escolas ténicas federais. Serra costuma citar em seus discursos avanço na construção de Etecs.

12h45 – “Nós não acreditamos que seja possível crescer sem que cada pessoa melhore”, diz Dilma. Ela picela algumns dos que devem ser os principais pontos da campanha de Mercadante. Fala da necessidade de melhorar os vencimentos dos presidentes, dos investimentos no transporte público e de uma das que devem ser  suas principais bandeiras, o combate às drogas.

12h40 – Dilma defende agora a candidatura de Marta Suplicy. Ela lembra o trabalho de Marta como deputada e prefeita de São Paulo. “Nos últimos anos, eu sou testemunha do trabalho que ela fez à frente do ministério do Turismo”, acrescenta. Dilma cita também o trabalho de Marta à frente da prefeitura, com destaque aos “avanços na educação”, porque é a “sensibilidade” o lado fundamental das mulheres. “Eu acho que poucas vezes São Paulo vai ver uma chapa tão qualificada quanto com a Marta e o Mercadante.” E solta a carga contra o “mesmo grupo tucano” que governa São Paulo “há três décadas”. “Esse governo não preparou São Paulo para o futuro.” “Melhorar é melhorar a vida de cada uma das pessoas. Não melhorar a vida e a renda de uns poucos.”

12h38 – “O que nós fizemos foi colocar o povo paulistano no centro da nossa política”, diz Dilma. “O Mercadante é um dos formuladores desse projeto de País desenvolvido pelo presidente Lula. Ele vai deixar o Senado para vencer esse novo desafio. E nós vamos dizer: ‘você vai vencer, Mercadante.”

12h35 – É a vez de Dilma, escolhida por Mercadante para defender a chapa, que terá que ser conclamada pelos delegados do partido. “Esse é um momento excepcional da campanha”, diz. Dilma diz ser amiga de Mercadante e Marta, e começa com a defesa da candidatura de Mercadante. “Foi o senador dos 10 milhões de votos em São Paulo. E por que tudo isso? Porque ele defende São Paulo e representa um País que levantou a cabeça.”

12h30 – Marta destaca o preconceito sofrido pelas mulheres na política e critica o discurso de que Dilma não tem experiência política. “Diziam que Lula só tinha experiência política, mas nenhuma administrativa. Agora vão dizer que a Dilma é administradora, mas não tem experiência política. Eu conheço esse discurso.” Ela defende a candidatura de Dilma e a passagem da ex-ministra pela Casa Civil. “Não é fácil ser ministra da Casa Civil.”

12h25 – É a vez de Marta. É bastante aplaudida. Ela conclama a militância, e volta a ser aplaudida. “Nós sabemos, Aloizio e Dilma, que a luta é aqui em São Paulo. A decisão vai ser aqui.” E, lembrando o velho lema de São Paulo, diz: “Mercadante vai transformar a São Paulo não na locomotiva, mas no trem-bala do País!”

 12h16 – Começa o discurso do senador Eduardo Suplicy, que também postulava a candidatura do partido. Ele lembra ter tido diferenças com o Mercadante, mas agradece os oito anos que compartilharam no Senado. E, com a voz embargada, conclama Marta, Dilma e Mercadante. É fortemente aplaudido.

12h12 – O presidente estadual do PT, Edinho Silva, sauda os delegados do partido e dá o tom de como a eleição será encarada pelo diretório estadual do partido: “Essa é a eleição mais importante das nossas vidas.” E acrescenta: “Não é possível nós construirmos um Brasil progressista se São Paulo não está alinhado com o governo federal.” Aos gritos, conclama: “Nós temos que dar para São Paulo a oportunidade de eleger Aloizio Mercadante e mostrar para o Brasil e para o mundo que estamos no caminho certo.” “É a eleição de nossas vidas.”

12h02 – Dilma Rousseff e Marta Suplicy sobem ao palanque. É lançado, em primeira mão, o novo jingle de Dilma, em ritmo sertanejo. O refrão diz “Vem Dilma Vem, mostrar o que você aprendeu com esse cabra valente”. Assim como Lula, o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra, também não está no encontro.

11h58 – Os delegados do partido lançam um tímido “Ole, Ole, Ole, Olá, Dilma, Dilma”. Muito diferente de quando a homenagem é para Lula. O mestre de cerimônias cita as presenças dos deputados Genoino, Antonio Palocci, Arlindo Chinaglia. A recepção é calorosa, diferente da dispensada ao vereador paulista Agnaldo Timóteo, que é vaiado.

11h44 – De vestido tomara-que-caia, comportado para os padrões do Pânico na TV, a apresentadora do programa Sabrina Sato causa furor no encontro do PT. Carioca, disfarçado de Dilma, acompanha a turma. Do lado de fora, a equipe do CQC bem que tentou, mas Marta e Dilma não quiseram dar entrevistas.

11h37 – O presidente estadual do PT, Edinho Silva, está no palanque. Um dos mestres de cerimônia cita os nomes do “futuro governador de São Paulo” Aloizio Mercadante, a “futura senadora Marta Suplicy” e a “futura presidente da República DilmaRousseff”. Nenhuma palavra sobre a presença do presidente Lula.

11h32 – Deputado José Genoino discursa e defende a política de alianças do partido. “O PT aprendeu que não governa sozinho”, diz. Ele não cita os partidos em discussão com o PT, mas da a entender ser favorável à aliança. “O projeto mais radical do PT hoje é eleger Dilma presidente, Marta senadora e Mercadante governador.” “Vamos realizar uma política de alianças inteligente e de esquerda”, concluiu.

11h29 – Mercadante chega ao encontro acompanhado da mulher, Regina. Marta também já está por aqui.

11h25 – Em discurso antes do início do evento, delegados do PT discordam sobre a conveniência de uma aliança com o PSB, PP e PT. Os nomes de Paulo Skaf e Gabriel Chalita são vaiados.

11h20 – Embora haja um forte esquema de segurança montado, na espectativa da presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a informação no momento é de que não está confirmada a participação do presidente.

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