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Mercadante acusa Alckmin de fugir da briga em debate em São Paulo

Jennifer Gonzales

15 de setembro de 2010 | 21h37

André Mascarenhas, Jair Stangler e Roberto Almeida

Os principais candidatos ao governo de São Paulo participaram na noite desta quarta-feira, 15, de debate promovido pela Rede TV e pelo jornal ‘Folha de S.Paulo’. O debate foi marcado pela ausência de embate direto entre os dois candidatos melhor colocados nas pesquisas, Geraldo Alckmin (PSDB) e Aloizio Mercadante (PT).

Sem chance de fazer perguntas ao tucano ao longo do debate, o petista lamentou a ausência do embate e criticou o rival: “o candidato Alckmin me critica no programa de TV, mas quando chega aqui não me faz uma pergunta.” Em sua fala final, o tucano diz que não foi ao debate para “fazer bate-boca”. “Não falo para o Mercadante, falo para o eleitor”, respondeu o tucano após o debate.

Mercadante, Paulo Skaf (PSB), Celso Russomanno (PP) e Paulo Bufalo (PSOL) criticaram ao longo do debate os 16 anos de gestão do PSDB em São Paulo, como já havia acontecido em outros debates. O único a poupar o ex-governador foi o candidato do PV, Fábio Feldmann.

Outro momento curioso do debate, foi quando Mercadante foi perguntado se sentia confortável com a presença do candidato a deputado federal Tiririca (PR) na sua coligação. O petista admitiu que pediu ao partido aliado e disse que “isso não podia continuar, desqualifica a política.” Disse não ter o poder de impor quem será candidato pelas legendas e fem um apelo ao eleitor: “Vote em gente séria.”

A tentativa de Skaf de se distanciar de Mercadante também chamou a atenção. Em debates anteriores, os dois candidatos se aliaram contra Alckmin. Neste debate, o candidato do PSB questionou o petista sobre sua falta de experiência em cargo executivo. Mercadante respondeu dizendo que foi “presidente de diversas associações” e recomendou a Skaf que tivesse uma experiência parlamentar. O presidente licenciado da Fiesp retrucou que sua experiência é “tirar do papel e fazer acontecer.”

Veja também:

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Veja como foi  o debate:

23h33 – Termina o debate.

23h32 – Bufalo ressalta, em suas considerações finais, o fato de ser professor de escola pública. “PSDB é muito bom de PPP. Privatizações, pedágios e presídios. É essa a realidade que oferecem a nosso povo, à juventude do interior”, critica. O socialista pede voto para eleger deputados do PSOL.

23h31 – Mercadante diz que “é no debate que a gente cresce. Faço parte do projeto do Lula e da Dilma. Junto com o Brasil nós vamos fazer mais por São Paulo. Eu vou ser o governador da educação. Junto com você nós vamos recuperar esse Estado fantástico.”

23h30 – Skaf faz suas considerações finais. “Eu tenho me perguntado, porque o Alckmin não fez o que ele promete nos últimos 14 anos? Quando vejo o Mercadante criticar, eu me pergunto: por que ele não criticou nesses oito anos em que esteve no Senado?” O candidato pede um voto de confiança aos eleitores.

23h29 – Fábio Feldmann cita Marina Silva em sua última fala. “São Paulo está para o Brasil como a Califórnia está para os EUA,  é aqui que nós temos que ter avançar, ousar numa proposta nova apara o País.”

23h28 – Alckmin aproveita suas considerações finais para rebater as críticas de Mercadante. “Eu não vim aqui pra fazer bate-boca, não vim aqui pra falar mal de São Paulo”, afirma. O candidato do PSDB cita suas propostas. “São Paulo, terra de oportunidades”, encerra.

23h27 – No último bloco, Russomanno, em considerações finais: “Eu vou reduzir imposto, vou te dar escola pública de qualidade e vou colocar meu filho na escola pública. Vou te dar segurança pública. Você terá direitos comigo.”

23h25 – Búfalo arranca risadas na plateia. Estilo irônico lembra o do candidato do PSOL à Presidência, Plínio de Arruda Sampaio.

23h21 – Mercadante defende que se pague pelo quilômetro efetivamente rodado no pedágio. Bufalo diz que o modelo de privatizações está errado e afirma que nas estradas federais a única coisa construída foram os postos de pedágio.

23h19 – Mercadante aproveita a pergunta para Bufalo para criticar Alckmin. “O candidato Alckmin me critica no programa de TV, mas quando chega aqui não me faz uma pergunta”, diz. Após o desabafo, o petista pergunta para Bufalo sobre pedágios. “Você que não tem carro também paga”, diz Bufalo, que cita o valor embutido nas mercadorias.

23h18 – Na platéia, Lú Alckmin não larga o iPhone. “No Debate #folharedetv @geraldoalckmin_ tranquilidade e equilíbrio #orgulhodevoce”, escreveu ela há cerca de 5 minutos.

23h17 – Bufalo, na réplica, diz que as matrículas reduziram 16% nos últimos 10 anos. “Governar é fazer opções. Ou se governa para os banqueiros, ou sa faz política social”. Russomanno diz que não se gasta em educação o que se prega na publicidade. “Não é uma verdade” que se gasta 30% do Orçamento em educação.

23h15 – Bufalo diz que São Paulo paga mais aos banqueiros do que investe em educação. Russomanno responde atacando Alckmin. “Não se investe na educação como se deveria investir”, diz o candidato do PP. Ele promete aumentar o salários dos professores e propõe um plano de carreira. “Nós vamos entregar a escola à comunidade para que a gente possa ter alguém cuidando das escolas no fim de semana.”

23h12 – Russomanno diz que “não é possível aceitar que o Estado fique de braços cruzados e não faça nada”. Critica o mau funcionamento do transporte público, “dos ônibus que  levam gente penduradas nas portas”. Segundo ele, existem dispositivos que ele mesmo colocou no código do consumidor para punir  isso. Mercadante diz que irá retomar investimentos no transporte público e promete retomar os corredores de ônibus.

23h10 – Russomanno pergunta para Mercadante sobre o transporte no Estado. “Olhando a vida dos cidadãos a gente vê a dificuldade que eles passam”, diz Mercadante. Ele cita o incidente na estação Guaianazes. “Onde está a qualidade de metrô que eles prometem? Numa linha”, ironiza. O petista afirma que Alckmin fez 650 metros de metrô por ano, “uma voltinha no quarteirão”. Ele promete construir pelo menos 30 quilômetros nos próximos quatro anos.

23h08 – Na réplica, Feldmann diz que o diesel do Brasil é um dos piores do mundo. “Quando tentamos colocar parâmetros para São Paulo. Enfrentamos muita resistência.” Skaf  diz que o crescimento sustentável “é um tripé. É preciso levar em conta a questão ambiental, social e econômica.”

23h06 – Feldmann pergunta se Skaf apoiaria uma política de combustível sustentável para o Estado. “Precisamos ter carro a álcool, caminhões a álcool, motos com motor a álcool”, diz Skaf. Ele afirma que irá “procurar” a lei citada por Feldmann. Skaf termina sua fala antes do término do tempo para a resposta.

23h04 – Alckmin diz que SP investe 30% em educação e promete colocar R$ 1 bilhão “na base, na creche”. Diz que vai valorizar o ensino fundamental, expandir Fatecs e Etecs. Na tréplica, Feldmann diz que a educação em SP e no Brasil não vai bem. “Ela exige novos recursos e boa avaliação.” Defende a inclusão digital.

23h01 – Alckmin pergunta a Feldman. “Dos nossos alunos de Etecs, de cada 5, 4 saem empregados.” O candidato não consegue completar a pergunta. “Eu continuo defendendo que a educação é absolutamente fundamental”, diz Feldman. O candidato do PV critica a formação apenas de “torneiros mecânicos” pelo ensino técnico. Para ele, seria necessário preparar os estudantes para a economia do século 21, com economia do século 21, com ensino de desenho industrial e cursos de criação de videogames.

22h59 – Skaf responde que “quem precisa de um exame, de um ultrassom, tomografia, e precisam esperar um ano, esses é que sabem.  Nossa capacidade está sendo usada em 20% e as pessoas ficam um ano esperando exame.” Alckmin diz que o Estado tem apoiado os municípios e diz que o Estado realiza exames de alta complexidade. “O Estado que paga, com o dinheiro aqui dos paulistas.”

22h57 – Skaf pergunta a Alckmin sobre a demora dos exames médicos no Estado. “Se há um Estado em que a saúde avançou, foi o Estado de S.Paulo”, diz Alckmin. “Na baixada santista nós temos o melhor instituto de câncer da América Latina”, afirma. “Para diminuir fila, atender melhor às pessoas, nós construímos Ames”, diz.

22h51 – Perguntado sobre a campanha de Skaf, que usa cavaletes e cartazes nas ruas e estaria poluindo visualmente. “Os meus cavaletes estão espalhados de forma respeitosa, é colocado e retirado no horário. Temos projeto para reciclar esse material. É uma maneira de compensar a injustiça pelo pouco tempo que temos de propaganda na TV e no rádio.

22h49 – Jornalista pergunta por que, só agora, nessa campanha, Alckmin propôs rever o valor dos pedágios. “Nove das dez rodovias do País são federais”, responde Alckmin. “Nós não teríamos a Imigrantes se não fosse as concessões. Não teve um centavo de dinheiro público”, afirma o tucano. Ele afirma que irá rever os pedágios em que a praça fica localizada no caminho do dia a dia dos cidadãos. “Contratos longos devem ser mantidos”,

22h48 – Mercadante arranca risos da plateia ao dizer que “houve uma melhora na propaganda.”

22h47 – Renata Lo Prete pergunta sobre a Mercadante se ele está confortável com a candidatura de Tiririca, que concorre por partido coligado ao PT. “O senhor se sente confortável?” “O povo de São Paulo deve eleger gente que tem ideia, que tem projeto. Nossa democracia caminha nessa direção. Eu entendo que o eleitor possa fazer um voto de protesto. Eu como candidato majoritário, não posso impor quem a legenda vai escolher. Quando vi a propaganda do Tiririca, entrei em contato com a direção de seu partido e disse que isso não podia continuar, desqualifica a política. Mas o apelo que eu faço para o eleitor é: Vote em gente séria.”

22h45 – Jornalista pergunta se pagar hora-extra para os policiais fora do serviço não é a oficializar o bico. Russomanno diz que não e defende ser necessário dar condições dignas aos policiais. “Vou fazer com que todas as delegacias de São Paulo tenham um delegado”, diz Russomanno, que afirma haver cidades em que não há delegados no Estado.

22h43 – Jornalista Renata Lo Prete pergunta a Paulo Bufalo sobre segurança. “Para o PSOL, violência não se combate combate com mais violência.” Bufalo defende uso da inteligência contra o crime organizado e ao mesmo a aplicação de políticas sociais para diminuir a pobreza.

22h41 – Começa o terceiro bloco. Jornalista Patrícia Zorzan, da Rede TV, pergunta a Feldmann o que fazer com as populações que ocupam áreas de mananciais. “Eu defendo tolerância zero com as ocupações. Eu não tenho nenhum problema em dizer. Com relação a quem já está lá, nós temos de equacionar o problema, tratar esgoto. Falando de Billings e Guarapiranga.”

22h40 – Entre os petistas, o ataque de Skaf a Mercadante é sintoma da “vida real”. “Tentando tirar voto, virar alternativa”, avaliou o presidente do PT paulista, Edinho Silva. “Coisa de reta final.” No primeiro debate, na TV Bandeirantes, Skaf havia feito coro com Russomanno e Mercadante contra Alckmin.

22h38 – No intervalo, um dos assuntos mais mencionados na platéia é o jogo entre Corinthians e Fluminense. Alguns chegam a pedir para a reportagem se é possível dar uma olhadinha na internet para saber quanto está a partida.

22h34 – Mercadante diz que para acabar com as enchentes, é preciso aprofundar a calha do Tietê. Segundo ele, a despoluição do Tietê exige parceria entre Estado, União e Municípios. “Em 16 anos de PSDB, o governo não colocou um centavo no esgoto de Guarulhos.” Na tréplica, Bufalo defende a preservação e desocupação das áreas de margens de rio.

22h32 – Mercadante pergunta para Bufalo sobre as obras no Rio Tietê. “Há ausência de um planejamento de saneamento para todo o Estado de São Paulo”, diz Bufalo. Ele afirma que há problemas de alagamento na nova Marginal e lembra as enchentes na Favela do Pantanal. “Olhar para o Tietê é olhar para um daqueles que poderia servir como um dos principais mananciais de água potável do Estado de São Paulo.”

22h29 – Bufalo diz concordar com Russomanno com relação ao Rodoanel. “No entanto, essa obra, não pode se tornar na maior fonte de superfaturamento. Por isso nós vamos apurar essas denúncias de superfaturamento. Essas obras são realizadas por empreitaras que colocaram dinheiro na campanha de Alckmin e de Mercadante. Nós, do PSOL, não temos o rabo preso.” Na tréplica, Russomanno diz que o custo do Rodoanel aumentou em quase 4 vezes. Candidato volta a citar a insatisfação da população com o transporte público. Citado por Bufalo, Alckmin teve pedido de resposta negado.

22h26 – Bufalo pergunta para Russomanno. “Na propagando dos tucanos o Rodoanel é uma verdadeira maravilha. Mas há problemas e indícios de superfaturamento sendo investigados pelo TCU”. Russomanno responde. “Os problemas são maiores. Eu concordo com você. Há um problema de segurança pública no Rodoanel. Os caminhoneiros têm medo de circular no Rodoanel”, diz. Ele afirma que a cobrança de pedágios inviabiliza a circulação dos caminhões. “Nós estamos vendo o caos que anda São Paulo. Qual é o custo ambiental dos caminhões rodando em São Paulo?”

22h25 – Russomanno, na réplica, diz que o Estado de São Paulo gasta menos de 10% em Segurança. Russomanno diz que vai pagar melhor os policiais. “A Polícia Federal era a mais corrupta e agora é a menos corrupta, conseguimos recuperar a Polícia Federal”. Na tréplica, Feldmann diz que “inteligência no serviço de segurança é fundamental.” O candidato verde promete ‘tolerância zero’ contra a criminalidade.

22h21 – Russomanno pergunta para Feldman, sobre segurança pública. O candidato do PV diz que a proposta para a segurança é tolerância zero para o crime organizado e tráfico de drogas. “Nós temos uma proposta de segurança que irá priorizar a inteligência da polícia”, diz ele. Ele afirma que irá cobrar um maior acompanhamento dos boletins de ocorrência pela polícia

22h21 – Na réplica, Skaf diz que sua experiência é executiva. “O que eu aprendi é tirar do papel e fazer acontecer. Quanto à comparação com o presidente Lula, acho que é pretensão sua.” Na tréplica, Mercadante lembrou sua atuação ao lado de Lula, como coordenador de suas campanhas e como líder do governo. “Essa experiência junto ao Lula é o que me engrandeceu muito para governar o Estado de SP.”

22h18 – Skaf pergunta a Mercadante. “Você foi um bom parlamentar, mas o perfil de um bom parlamentar é bem diferente de um executivo”. “Que experiência você tem como executivo?” Mercadante lembra que, além da vida acadêmica e de militância, foi presidente de diversas associações, e diz que a vida pública é uma “escola excelente”. “Eu acho, inclusive, que você deveria ter uma experiência parlamentar”, provoca o petista, que arranca risos da plateia.

22h16 – Alckmin: “Nós temos pela primeira 5 linhas em operação em São Paulo.” Alckmin defende a bolsa eletrônica para aumentar eficiência nas comprar. Feldmann elogia o pregão eletrônico, mas afirma que o problema de gestão é muito mais amplo. “Na Saúde, leva até um ano para sair o resultado de um exame.”

22h14 – Alckmin pergunta qual a proposta de Skaf para o governo eletrônico. “A palavra gestão, no caso do governo, é bem mais ampla”, diz Skaf. Para ele, a má gestão é a grande vilã da saúde pública, por exemplo. “Vem antes da questão do financiamento”. Skaf cita a falta de investimentos em metrô em São Paulo.

22h12 – Na réplica, Feldmann diz que o Brasil está na direção de sujar sua matriz energética, ao explorar o pré-sal e defende a exploração de outros combustíveis. Alckmin falar sobre os projetos de expansão da CPTM e diz que a queimada da cana terminará até 2014.

Feldman cita o acidente no Golfo do México, para lembrar que o “combustível fóssil é o grande vilão do aquecimento global”. Ele propõe um plebiscito sobre a exploração do pré-sal. Alckmin diz concordar com a necessidade de redução do uso de combustível fóssil. O tucano afirma que São Paulo já investe em transporte coletivo e limpo. “Eu diria que São Paulo está avançando na direção correta.

22h10 – Começa o segundo bloco. Fábio Feldmann pergunta para Geraldo Alckmin se será possível implementar a política do clima no Estado. O tucano cita a aprovação de lei que diminui a emissão de combustíveis e que a primeira prioridade é metrô e trem. Alckmin cita as obras em andamento do Metrô em São Paulo. Alckmin diz ter reduzido o ICMS para o álcool.

22h06 – No intervalo, todos os candidatos são abordados por seus assessores. Chama a atenção a ausência de Duda Mendonça, marqueteiro de Paulo Skaf. Arranca risos da platéia a propaganda de Alckmin com o jingle “Mercadante faltou”. O candidato petista dá o troco instantes depois. Diante de sua própria propaganda, ela olha pra platéia, sorri e abre os braços, bem humorado.

22h03 – Último a responder à questão, Celso Russomanno lembra mais uma vez seu mote na televisão. “A pergunta que eu sempre faço na televisão é ‘está bom pra você?’”. Russomanno diz que a progressão continuada incentiva os professores a passarem todos os alunos para garantir o bônus no salário. Russomanno afirma que acabará com o sistema e promete mais segurança contra as drogas nas escolas.

22h01 – Mercadante: “O que nós temos hoje em São Paulo não é uma progressão continuada, é uma regressão continuada.” O petista afirma que “tem de ter carreira para os professores. Nós temos de mudar a educação, para dar perspectiva de vida, perspectiva de trabalho”.

21h59 – Alckmin é o próximo a responder. O candidato do PSDB diz que a progressão continuada não é aprovação automática. Ele explica que no sistema, o aluno pode repetir se faltar. “A função da escola não é repetir o aluno”. Alckmin afirma que o sistema foi implementado em São Paulo pelo PT, na gestão Marta Suplicy. O tucano defende um aumento de 40% aos professores.

21h58 – Paulo Bufalo diz que é professor de escola pública e diz que vai ‘recolocar o conceito de progressão continuação. Nós vamos acabar com a aprovação automática”. Diz que irá promover a valorização salarial e formar turmas menores. Diz considerar a bonificação de professores uma vergonha e promete investir 10% do PIB em Educação.

21h56 – Skaf é o segundo a responder à pergunta. “Vou terminar com a progressão continuada”. Ele lembra ter acabado com o sistema quando assumiu a presidência do Sesi. “Nós acabamos com a progressão continuada e não houve evasão escolar”, diz. O candidato diz ainda ser ainda favorável a aumentar a remuneração dos professores.

21h54 – A primeira pergunta, direcionada a Fábio Feldman, é sobre a progressão continuada. O candidato verde diz que irá acaba com o sistema, mas critica a “crítica rasa” feita a ele. “Eu quero insistir, a educação de qualidade é a melhor estratégia pra combater a desigualdade. Mas acho que a educação tem que ser do século 21, que capacite os alunos a enfrentar os desafios”.

21h50 – Os candidatos estão colocados no estúdio C da Rede TV. Mercadante e Alckmin, lado a lado, usam a mesma cor de gravata. Alckmin sorridente, Mercadante sério, aguardam o início do programa.

21h40 – Prefeito Gilberto Kassab chega para o debate, para apoiar Alckmin, que fora seu adversário em 2008, na disputa pela prefeitura de São Paulo. O governador Alberto Goldman também está presenta.

21h37 – Também de helicóptero, Paulo Skaf (PSB) chega e diz que é contra a polarização. Ele também se referiu ao protesto que fez usando nariz de palhaço. “Não é nada contra o Tiririca. É para chamar a atenção para essa questão. Se tem uma chance do Tiririca ser o deputado mais votado do Brasil é porque há algo de errado com os políticos.”

21h 14 – Celso Russomanno (PP) comentou quebra-quebra na estação de trem de Guaianazes, na cidade de SP. O candidato diz que tem tratado do assunto em seu programa eleitoral e afirma que o paulistano é tratado como gado. “Hoje de manhã o trem atrasou e quebraram a estação. Ninguém aguenta mais. Você é gente, tem de ser tratado como gente, não como gado”.

21h09 – Fábio Feldmann (PV) disse não acreditar na polarização e afirma que irá buscar outro caminho. “Nós estamos sempre tentando colocar ideias, mostrar há outra alternativa aqui em São Paulo.”

21h05 – Geraldo Alckmin (PSDB) chega de helicóptero e diz não temer a polarização do debate, mas que irá enfatizar suas propostas que são do interesse do cidadão paulista. Sobre o fato do Mercadante ter dito em entrevistas que o tucano está perdendo, Alckmin recomendeu “humildade” ao petista.

21h10 – Ao chegar, candidato do PT, Aloizio Mercadante diz acreditar que o debate “é o melhor momento da campanha.” Questionado se espera que os adversários usem escândalos envolvendo o governo federal, para atacar sua candidatura, o petista diz estar “preparado para qualquer coisa.” Mercadante demonstrou que apostará mais uma vez na estratégia de criticar a qualidade dos serviços públicos do Estado que, segundo ele, “tem aspectos positivos, mas para poucos.” “Nós temos escolas estaduais excelentes em São Paulo, a USP onde eu estudei, a unicamp onde dou aula. o problema é que eles fazem coisas boas para poucos.”

20h45 – Primeiro candidato a chegar, Paulo Bufalo (PSOL) defende uma estratégia de polarização do debate. “Vamos polarizar, porque a gente acredita que tem um projeto de mudança para São Paulo.”

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