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Em Minas, Anastasia vira alvo; na Bahia, denúncias dão o tom; em PE, promoção de presidenciáveis

Camila Tuchlinski

28 de setembro de 2010 | 22h00

Ângela Lacerda / RECIFE, Eduardo Kattah / BELO HORIZONTE, e Tiago Décimo / SALVADOR

A Rede Globo promoveu na noite de terça-feira, 29, debates entre os candidatos ao governo de Minas Gerais, Bahia e Pernambuco. Confira abaixo os melhores momentos dos encontros.

MINAS GERAIS – Anastasia e PSDB viram alvo

À frente nas pesquisas eleitorais em Minas, o governador Antonio Anastasia (PSDB), candidato à reeleição, e a gestão tucana no Estado nos últimos anos se tornaram os principais alvos dos adversários Hélio Costa (PMDB), José Fernando Aparecido (PV) e Professor Luiz Carlos (PSOL). Ao mesmo tempo, Anastasia tentou focar suas críticas no governo federal e no peemedebista, que tem no presidente Luiz Inácio Lula da Silva o principal cabo eleitoral.

00h39 – Em suas considerações finais, Costa afirmou que a eleição ainda não está decidida, mas sim “realmente empatada”. Disse ainda que sua eleição é garantia de um governo voltado às “ações sociais”. Salientou também que fica “extremamente envaidecido e muito orgulhoso de ser o candidato ao governo de Minas Gerais pela coligação do PMDB, PT, PRB e PCdoB”. E concluiu que pode fazer diferença porque “Minas Gerais tem que ter um governador que pense com o coração e a cabeça.”

00h33 – Luiz Carlos fez suas considerações finais lembrando que seu partido faz oposição não só aos tucanos, mas também ao governo federal, que apoia Costa. “Estou nessas eleições para poder dar aos eleitores uma opção diferente para o governo de Minas. Opção diferente do governo estadual e federal. Na hora de votar, não vote em um candidato. Vote em um projeto. Não deixe que um candidato escolha você. Você é que deve escolher soberanamente um candidato. Não vote em quem sempre votou contra você”, declarou.

00h32 – José Fernando destacou que sua candidatura “representa um ato de defesa das riquezas de Minas” e lembrou a campanha “lado a lado” com Marina Silva.

00h30 – No bloco das considerações finais, Anastasia agradeceu aos eleitores citou a campanha ao lado o ex-governador Aécio Neves (PSDB), Itamar Franco (PPS) e disse que o atual governo tem consciência de que tudo não foi feito e o estímulo é “continuar avançando” nas políticas sociais, econômicas e de infraestrutura. Enfatizou que o eleitor mineiro, “soberano” vai “decidir o futuro de Minas”. “Tenho certeza da vitória.”

00h24 – Em resposta a pergunta de José Fernando sobre transporte coletivo, Luiz Carlos voltou a atacar o governo tucano e o planejamento da atual gestão em relação à questão. “O governo é refém das empresas de transporte coletivo, que financiam sua campanha. Fez a obra da (avenida) Antônio Carlos (em BH) sem pensar numa ciclovia e sem pensar no vetor Pampulha do metrô. Quando for fazer (o vetor), vai ter que desfazer metade do que foi feito.”

00h16 – Em resposta à pergunta de Costa sobre o repasse de R$ 3 bilhões da saúde para a Copasa (Companhia de Saneamento do Estado) que seria para investimento em saneamento, mas se transformou em motivo de ação do Ministério Público, Luiz Carlos afirmou que o governo está “perdendo o pudor com essa questão de desvio de dinheiro”.  “A Copasa afirma que o dinheiro entrou contabilmente, mas não fisicamente. Que mágica é essa? Um dia o governo vai ter que explicar. Talvez só na ação judicial proposta pelo Ministério Público, daqui a alguns anos”, disse.

00h12 – No quarto bloco, Anastasia provocou Costa ao questioná-lo sobre a gestão nos Correios, atribuindo a crise na estatal à gestão do ex-ministro das Comunicações. O candidato do PMDB afirmou que a administração estadual não foi “justa” com os servidores e a gestão tucana foi baseada no aumento de impostos e Minas Gerais é hoje “número 1 no Brasil em arrecadação per capita”. O governador tucano reclamou que o peemedebista não respondeu a pergunta sobre uma “grave crise de apagão postal” e “política”. “Muito cuidado, que o medo é vir uma gestão dos Correios para cá.” Costa reagiu com irritação. “Ele gosta de falar mal dos Correios”, afirmando que toda diretoria do Instituto Estadual de Florestas (IEF) recentemente “saiu presa e algemada” do órgão. Anastasia pediu e ganhou direito de resposta. Disse que quando começou o processo de investigação de irregularidades na autarquia, a diretoria foi afastada e o governo participou da apuração.

23h55 – Costa pergunta para Anastasia sobre investimentos do Estado em saneamento básico e pergunta quais ações que poderiam ser consideradas um “PAC mineiro”. O tucano defendeu investimentos da administração estadual e disse que em volume de aplicações é proporcionalmente maior do que o PAC federal. Ele reconheceu que é “complexa” a tarefa do saneamento, mas disse que o governo mineiro tem tido êxito. “Eu vou ter de acreditar que o governo de Minas está investindo mais em saneamento do que o governo federal”, ironizou o candidato do PMDB, afirmando que o índice de mortalidade infantil no Estado é de 14,7 por mil, quando o aceitável seria menos de 10.

23h44 – José Fernando cita o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pergunta a Costa qual a proposta do peemedebista para a ação social no Estado. O candidato do PMDB afirma que na gestão do ex-ministro Patrus Ananias (PT) – candidato a vice em sua chapa – foram colocados R$ 3,6 bilhões em ações sociais no Estado. O candidato do PV reconhece avanço na área social no governo Lula, mas defende “os programas sociais de terceira geração” de sua presidenciável, Marina Silva.

23h39 – Luiz Carlos pergunta para José Fernando sobre o tema mineração. O candidato do PV voltou a defender a elevação dos royalties da exploração dos recursos minerais. “Geraram R$ 63 milhões para os cofres do governo de Minas no ano passado, contra R$ 10 bilhões dos royalties do petróleo pagos ao Rio de Janeiro”, afirmou.

23h27 – Anastasia questionou José Fernando sobre a possibilidade de a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, “já estar eleita” e sobre as “ameaças” de Costa de que só haverá obras federais no Estado se ele for eleito. Mas o candidato verde aproveitou foi para fazer propaganda para Marina Silva, a quem chamou de “verdadeira Lula de saia”. O candidato tucano, mais uma vez, defendeu a independência dos mineiros no período eleitoral.

23h25 – No início do segundo bloco, Costa e Anastasia se enfrentaram quando o peemedebista afirmou que o governo gastou R$ 2 bilhões na construção do novo centro administrativo do Estado e com propaganda, e questionou o tucano se não teria sido melhor investir os recursos na saúde. Anastasia citou investimentos do governo na área. “São indicadores muito bons”, afirmou o governador, acusando o adversário de querer iludir os eleitores com “afirmativas que não têm aparo na realidade”. Você que está em casa sabe perfeitamente que a saúde em Minas Gerais não vai bem”, disse Costa, alegando que como parlamentar direcionou emendas e recursos para as prefeituras na área da saúde. “É o desconhecimento misturado com a má fé de tentar iludir as pessoas nesse momento eleitoral”, rebateu Anastasia.

23h10 – Ao responder pergunta feita pelo candidato do PSOL sobre política tributária, José Fernando (PV) disse que o problema do Estado “é sobretaxar quem pode pagar e isentar quem pode”.  “O que acontece em Minas é muito grave. Nós somos o Estado que mais paga imposto no País”, disse, afirmando que as mineradoras estão isentas de ICMS. O candidato do PV criticou também as alíquotas que incidem sobre álcool, remédios e energia elétrica.

23h04 – Costa pergunta para Professor Luiz Carlos (PSOL) sobre a política de remuneração do governo do Estado para os profissionais da educação. O candidato do PSOL criticou os salários pagos aos profissionais. “Nós queríamos que o professores ganhassem pelo menos mais que os professores de Sergipe, que é o menor estado da Federação”, replicou o candidato do PMD

22h59 – Anastasia pergunta para Costa sobre um programa estadual, a chamada Bolsa Verde para os produtores rurais. Costa elogiou o programa, mas destacou que em Minas Gerais “o problema que mais atrai é sobre a preservação do rio São Francisco”. Costa contestou declaração anterior do governador sobre a transposição do rio, como a utilização de 60% das águas no projeto e a crítica à construção de pequenas barragens em Minas. Anastasia disse que as informações são do estudo de impacto ambiental. Costa, que mais uma vez contestou as afirmações.

22h52 – No primeiro bloco, o candidato José Fernando pergunta a Anastasia qual a proposta para o tema estradas. O governador disse que o Estado se propôs a realizar a licitação do Anel Rodoviário de Belo Horizonte e criticou a demora do governo federal na duplicação da BR-381 de BH até Governador Valadares, conhecida como “estrada da morte”. “Foi prometida pelo governo do PT e pelo PSDB antes. São 16 anos de promessa em relação à 381”, retrucou o candidato do PV.

22h44 – Começa o debate. Edilson Nascimento chegou a confirmar presença, mas não compareceu, a exemplo de outros debates. Ele alegou que estava em viagem de campanha.

BAHIA – Acusações de corrupção dão o tom

O debate entre os cinco principais candidatos ao governo da Bahia, realizado pela TV Bahia, retransmissora da Rede Globo no Estado, foi marcado por acusações de corrupção no governo e por críticas à gestão no Estado. Os “nanicos” Marcos Mendes (PSOL) e Luiz Bassuma (PV) aproveitaram a oportunidade e foram os protagonistas do encontro. Mendes acusou secretarias do atual governo, comandado por Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, de desvios de verbas e de favorecimento de empresas patrocinadoras de sua campanha. Já Bassuma voltou a afirmar – como havia dito nos outros debates – que um terço do orçamento da Secretaria da Saúde do Estado (R$ 3 bilhões por ano) é desviado. Como resultado, ao longo do debate, Wagner teve três direitos de resposta – em todos, o governador disse que se alguém tiver denúncias concretas sobre corrupção ou favorecimento que as apresente ao Ministério Público.

00h37 – Marcos Mendes diz que o debate mostrou que a eleição está dividida por dois projetos. “O deles, apoiados pelas grandes empresas, e o nosso, que é o do povo.”

00h35 – Para Bassuma, ele e Marina Silva são, na comparação com os outros candidatos, Davi contra Golias. “Nossa pedra certeira para derrubar Golias é a da paz e da verdade.”

00h32 – Geddel: “A Bahia tem aproveitado mal as ótimas oportunidades que o Brasil tem proporcionado. Vamos levar a eleição para o segundo turno.”

00h30 – Começa o último bloco, com as considerações finais. Quem abre é Paulo Souto. “Os acontecimentos recentes da política brasileira levam a um momento de maior reflexão do eleitorado. O Brasil precisa que precisa de mais tempo (para decidir). Tenho a certeza de que teremos o segundo turno.”

00h21 – Geddel critica o governo estadual por falta de investimentos próprios. “Todas as obras das quais o senhor (Wagner) fala são do governo federal, não do governo estadual.”

00h14 – Bassuma critica o governador por permitir o crescimento do trabalho infantil no Estado – apontado no Pnad. Wagner alega que houve crescimento nos números absolutos, mas diminuição nos números relativos. Bassuma: “Não importa se são números absolutos ou relativos. São vidas.”

00h11 – Souto aproveita pergunta para Bassuma para criticar a suposta falta de capacidade do governo petista de aceitar críticas. “Eles chamam quem não concorda de ‘imbecis’. Não é um governo democrático e republicano, como eles tentam se apresentar.”

23h59 – Wagner recebe o terceiro direito de resposta, mais uma vez por Mendes ter acusado seu governo de corrupção. O governador repete que se ele tem alguma acusação concreta, que apresente ao Ministério Público.

23h52 – Paulo Souto: “Quero garantir que os bons programas serão mantidos, e não acabados, como fez o atual governo.”

23h42 – Wagner mantém a estratégia de apresentar realizações em suas perguntas. Desta vez, fala sobre das melhorias em infraestrutura urbana para a Copa de 2014 em pergunta a Geddel – aproveitando para listar obras entregues e projetos com orçamento aprovado.

23h32 – Mendes pergunta se uma possível gestão de Geddel seria “tão desastrosa” quanto à do prefeito de Salvador, João Henrique Carneiro (PMDB), segundo ele “o pior prefeito do Brasil”. Geddel diz que João Henrique é o responsável pela administração municipal, mas como é de seu partido, se isso lhe trouxer ônus, ele os assume.

23h23 – Bassuma diz que petróleo é fonte de energia poluidora e que lamenta que a Bahia esteja na disputa para ter usinas de energia nuclear.

23h22 – Wagner tenta “federalizar” o debate, perguntando a Bassuma – ex-presidente do sindicato dos petroleiros no Estado – como ele vê a administração da Petrobrás pelo governo federal. Aproveita, também, para divulgar que o presidente Lula estará, amanhã, na Refinaria Landulfo Alves, para anunciar ampliações.

23h18 – Logo no início do segundo bloco, Souto compara a administração da Bahia e de Pernambuco, dizendo que o segundo conseguiu avançar mais na atração de investimentos nos últimos quatro anos, apesar de o governador não ser do partido do presidente Lula. Wagner diz que “Lula é um presidente republicano”, que beneficia todos os Estados, não só os administrados por seu partido.

23h07 – Em pergunta para Bassuma, Souto diz que os hospitais da Bahia parecem campos de concentração, “com pessoas espalhadas pelos corredores”. Bassuma diz que a saúde é “a área que mais tem corrupção em todos os governos”. “Sem tapar o ralo da corrupção, não há solução para a saúde”, afirmou.

23h09 – Wagner ganha novo direito de resposta, por causa da fala de Bassuma. “As pessoas devem ter um pouco mais de cerimônia quando fazem acusações. Se houver corrupção na Bahia, ela será combatida, como tem sido.”

23h06 – Mendes ataca tanto Souto quanto Wagner, dizendo que os dois governos foram “irresponsáveis” na condução da segurança pública, por não contratar policiais suficientes ou pagar salários compatíveis com os de outros Estados do Nordeste.

23h03 – Mendes pergunta a Paulo Souto (DEM) sobre segurança pública, lembrando a campanha publicitária do governo da Bahia, que diz que quem usa crack tem dois destinos, “cadeia ou caixão”. Souto diz que desde 2007 (primeiro ano de Wagner no governo, após a gestão do próprio Souto) os índices de violência no Estado fugiram do controle.

23h – O apresentador Willian Waack concede o primeiro direito de resposta a Wagner, por Mendes ter sugerido que há corrupção nas secretarias do governador. Wagner fala que se ele tem alguma denúncia concreta, que apresente ao Ministério Público.

22h59 – Mendes afirma que a cidade precisa “é de planejamento, não de obras que são inauguradas em véspera de eleição.”

22h58 – Wagner aproveita a pergunta ao candidato Marcos Mendes (PSOL) – “o que você tem no programa de governo para beneficiar a vida de quem mora em Salvador?” – para fazer propaganda da inauguração, amanhã, de um conjunto de viadutos na cidade, evento que terá a participação do presidente do Luiz Inácio Lula da Silva.

22h54 – Geddel cobra de Wagner uma promessa da campanha de 2006, de que construiria imóveis residenciais para policiais. Wagner justifica que a “moderna tecnologia não recomenda a construção de vilas militares”. O peemedebista ironizou: “eu levo a sério programa de governo, o que eu apresento à população é viável”. Wagner fala em “humildade” para aprender.

22h51 – Na réplica, Bassuma diz que o governo de Jaques Wagner está com “grandes dificuldades” para evitar a atração de jovens para o tráfico de drogas. Na tréplica, Geddel afirma que pretende fazer com que 50% do ensino médio da Bahia seja formado por ensino técnico.

22h48 – O debate começa com Bassuma perguntando a Geddel sobre a inserção de jovens no mercado de trabalho. Geddel responde dizendo que o problema está na educação e promete dar uma bolsa estudantil para estudantes de ensino técnico.

PERNAMBUCO – Candidatos ao governo promovem presidenciáveis

Em formato que não permitiu confrontos e deu espaço igual a todos os quatro candidatos, Sérgio Xavier, do PV, foi quem melhor aproveitou o espaço para fazer propaganda e divulgar propostas da candidata Marina Silva, que, de acordo com a última pesquisa, vem crescendo e pode ajudar a levar a eleição presidencial a ir para o segundo turno. Jarbas não conseguiu esconder a difícil situação em que se encontra e afirmou que esta foi a eleição mais difícil que enfrentou na vida. Eduardo, mesmo atacado, soube se posicionar e pediu sugestões a todos os adversários para melhor governar em um segundo mandato — que ninguém lhe tira, de acordo com as pesquisas.

00h33 – Edílson Silva prega que o governo federal enfrente as “maracutaias e corrupção” com rigor. Reitera que mais de 50% do orçamento nacional vão para os agiotas. A solução, segundo ele, é o PSOL.

00h30 – Sérgio Xavier volta a falar de Marina Silva nas considerações finais. Destaca que ela apresenta proposta que aborda não somente economia forte e desenvolvimento, mas meio ambiente e inclusão. Diz que a região de Suape, tão badalada pelo governo estadual como cerne de desenvolvimento, tem 32% de analfabetos e mais de 60% sem saneamento básico. “Este governo não está indo bem.”

00h26 – Eduardo diz que o último ciclo de desenvolvimento foi vivido na década de 70, comandado pela Bahia. Agora, diz ele, Pernambuco cresce mais que o Brasil e que o Nordeste, e prega construção de unidade para se aproveitar ao máximo este momento.

00h24 – Jarbas afirma, nas considerações finais, que esta foi a pior das eleições que disputou. Diz isto com a experiência de quem disputou eleição na ditadura e carregou bandeiras da anistia, democratização e mais recentemente, pela liberdade de expressão e de imprensa. Para ele, as forças que estão no poder (lideradas por Eduardo) querem esmagar a oposição.

00h15 – Fim do quarto bloco. O debate foi desenhado de forma que todos os candidatos tiveram o mesmo tempo para perguntar e responder, o que dificultou tentativa de Jarbas de confronto direto com o adversário Eduardo Campos.

00h06 – Eduardo se sai bem ao responder a Sérgio Xavier, que afirma que nos últimos 50 anos os grupos que apoiam Eduardo e Jarbas apenas tem “empurrado” questões importantes como educação e saúde. Eduardo lembra a Sérgio que o PV também tem quadros da oligarquia nordestina. “Temos que juntar gente de boa fé para dar sugestões objetivas para que possam ser incorporadas ao governo (dele).”

00h01 – Sérgio Xavier e Jarbas Vasconcelos batem bola sobre o semiárido e importância de planejamento estratégico para o sertão pernambucano, tanto na preservação do meio ambiente como desenvolvimento econômico.

23h43 – Jarbas, indagado sobre plano para estradas de Sérgio Xavier, não perde a chance de bater em Eduardo: “o atual governo não faz estrada nem conserva as que existem”, acusa ao destacar sua preocupação com a mobilidade urbana. Diz que somente em março deste ano, 20 mil novos veículos em março foram registrados.

23h32 – Fim do segundo bloco, depois de um embate entre Xavier e Edílson sobre socialismo. Edílson prega que não se pague a “agiotas” e acusa Marina Silva de defender tal pagamento. Xavier apoia a postura da sua candidata: “Não se pode quebrar formalidade nas relações”, afirma. “É importante caminho no rumo da democracia.”

23h25 – Sérgio Xavier diz que os mesmos grupos tanto de Eduardo como de Jarbas governam Pernambuco há décadas e não mudam a lógica, o que impede melhoria de gestão e inovação, o que é compromisso de Marina Silva.

23h24 – Jarbas volta a atacar Eduardo que, segundo ele, prometeu descentralizar a saúde, e não cumpriu.

23h20 – Diante da afirmação de que vendeu a companhia de eletricidade de Pernambuco (Celpe) e que assim tinha dinheiro para usar na educação, Jarbas responde que Eduardo “foi eleito com essa inverdade de que eu vendi a Celpe. Ele e Miguel Arraes mandaram mensagem para a Assembleia Legislativa aprovando a privatização da Celpe.”

23h17 – Eduardo para Jarbas: “No governo FH foi proibido abrir escolas técnicas. Quero entregar 60. Gostaria de ouvir sugestões para a educação em momento tão importante para economia.” Jarbas responde: “Não dei prioridade porque recebi Estado arrasado, quando você era secretário da Fazenda. Recursos existem para educação, é questão de vontade e determinação política para fazer da educação a prioridade, que não pude priorizar porque tudo era prioridade.”

23h08 – Fim do primeiro bloco, marcado pela busca dos candidatos de darem espaço aos seus candidatos à Presidência. Jarbas e Xavier falaram em Serra e Marina, destacando propostas. Edílson citou o partido, PSOL e seu compromisso nacional, enquanto Eduardo falou em Lula ao falar do seu apoio em relação à segurança pública.

23h03 – Sérgio Xavier diz que a falta de saneamento tem de ser enfrentada e que Marina Silva tem preocupação e responsabilidade para buscar recursos para enfrentar a questão sem  afetar o orçamento. “Precisamos garantir recursos federais, Marina Silva sabe a importância e quando há prioridade se faz. Absurdo se viver dentro do esgoto no século 21.”

23h02 – Edílson Silva: “Temos 16 anos seguidos de governos que não priorizaram a educação. Educação é compromisso do PSOL.”

23h01 – Ao responder sobre educação a Edílson Silva, Jarbas diz não ter priorizado a educação ao assumir o governo em 1999 porque o Estado estava quebrado (ele recebeu o governo de Miguel Arraes, avô de Eduardo).

22h55 – Jarbas Vasconcelos apoia programa do presidenciável José Serra ao ser indagado sobre segurança pública pelo governador Eduardo Campos. Para Jarbas a segurança tem que ter diretriz nacional com o Ministério da Segurança proposto pelo tucano. Ele diz que segurança pública vai mal em Pernambuco e cobra transparência. Eduardo defende o programa Pacto pela Vida que implantou e reduziu homicídios.

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23h27 – Anastasia questionou José Fernando sobre a possibilidade de a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, “já estar eleita” e sobre as “ameaças” de Costa de que só haverá obras federais no Estado se ele for eleito. Mas o candidato verde aproveitou foi para fazer propaganda para Marina Silva, a quem chamou de “verdadeira Lula de saia”. O candidato tucano, mais uma vez, defendeu a independência dos mineiros no período eleitoral.

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