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Em sabatina no ‘Estado’, Alckmin diz que vai reavaliar ‘contrato por contrato’ dos pedágios em SP

Jennifer Gonzales

20 de agosto de 2010 | 09h53

 José Orenstein

O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, Geraldo Alckmin, participou nesta sexta-feira, 20, de sabatina promovida pelo Grupo Estado. Alckmin respondeu a perguntas de jornalistas, leitores e internautas durante de cerca de duas horas. A sabatina teve transmissão ao vivo pela TV Estadão na internet.

Ao responder pergunta sobre as concessões das estradas em São Paulo, tema que vem sendo frequentemente levantado pela oposição, o candidato tucano disse que vai “analisar contrato por contrato e ver se tem espaço para reequilíbrio”.

Alckmin destacou a continuidade do seu programa de governo em relação às gestões anteriores do PSDB, de Mario Covas, Serra e da sua própria.  “Nós fomos passando o bastão desde o Covas. Um fez mais que o outro. O Serra fez um grande governo”.

O tucano também atacou o governo federal e a oposição petista. “O PT acha que o investimento deve ser estatal. Nós achamos que deve ser público”. Ele ainda rebateu algumas posições de Mercadante assumidas em sabatina no ‘Estado’ ontem, afirmando, por exemplo, ser ilegal a criação de um banco de fomento no Estado. “Ele não conhece a lei”, disse o tucano. 

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O candidato Alckmin durante sabatina no ‘Estado’. Foto: Ayrton Vignola/AE

Leia abaixo os principais momentos da sabatina, acompanhada minuto a minuto pelo Radar Político:

11h59 – O candidato tucano exalta São Paulo como “terra de oportunidades” e diz que sua prioridade é “o desenvolvimento, a oportunidade, para que o jovem tenha um futuro”. “Nós vamos avançar mais. O DNA paulista é de avanço”, diz Alckmin que cita a necessidade de investimentos na pesquisa, em infraestrutra, para completar o Rodoanel, por exemplo. Ele promete expansão da rede de Fatecs e Etecs, expansão na área da Saúde e também na segurança pública. “Com muita humildade quero pedir o seu voto para termos instrumentos e trabalhar pelo povo de São Paulo, para servir o povo de São Paulo”, conclui Geraldo Alckmin.

11h57 – Alckmin agora faz suas considerações finais em 5 minutos

11h54 – Questionado por leitor se poria seus filhos e netos em escola pública, Alckmin diz que é preciso melhorar a educação. Ele citou a muncipalização do ensino de 1ª a 4ª série como avanço na área. “É um processo”, diz o tucano. Após nova pergunta se colocaria seus filhos na escola pública, Alckmin responde apenas que estudou em escola pública e que pretende melhorar a educação

11h52 – “O Quércia tem sido muito correto, comigo e com o Serra. O PMDB tem apoiado o Serra em alguns Estados”, declara Alckmin

11h48 – “A criação de um banco de desenvolvimento em São Paulo é ilegal. Acho que ele não conhece a lei, é proibido um Estado criar um banco de fomento”, afirma Alckmin, refutando proposta de Mercadante feita ontem na sabatina promovida pelo Estado. O candidato tucano diz que se deve apoiar agências de fomento, que foram abertas por Serra – “e que nós vamos aumentar”,  completa.

11h47 – “O PT acha que o investimento deve ser estatal. Nós achamos que deve ser público”, diz o candidato ao governo do PSDB

11h43 –  “O Serra fez um trabalho de fôlego, em especial na área da Saúde”, diz Alckmin, que diz pretender construir mais 20 AMEs, os ambulatórios médicos de especialidades. “Eu fui constituinte, e nós pusemos na Constituição. Saúde é direito, como é na Europa. Nos EUA é ‘business’.” Alckmin diz que a responsabilidade de financiamento da Saúde é do munícipio, do Estado e da União, mas que o “governo federal vem investindo menos”.

11h40 – Em resposta a pergunta de internauta sobre o porquê de Alckmin não exaltar os feitos de Serra em seu programa, o candidato diz que “o program está começando”. “Nós fomos passando o bastão desde o Covas. Um fez mais que o outro. O Serra fez um grande governo”.

11h36 – Alckmin diz pretender fazer mais 12 piscinões em São Paulo para conter as enchentes, nos momentos de pico. Ele cita as obras de desassoreamento no rio Tietê e a plantação de árvores à margem do rio, “ao longo dos 26km”. “Eu sou muito apaixando pelo Tietê. A mancha de poluição está voltando, já retrocedeu 126km” diz o candidato do PSDB ao governo de SP.

11h33 – O candidato tucano afirma a importância dos programas de assistência como o Bolsa Família, e cita programas como o Renda Cidadã em São Paulo, “mas nós temos que dar oportunidade às pessoas, vincular esses programas à educação”.

11h31  –  “Invasão de terra, não. Invadiu, vai desinvadir”, afirma Alckmin sobre a gestão do conflito no campo. Ele cita doação de dinheiro público pela administração do PT a movimentos dos sem-terra.  “Eu sou favorável à reforma agrária, e contra a invasão de terra”.

11h28  –  Alckmin destaca em sua fala os investimentos no interior do Estado de São Paulo no fomento à agricultura, como incentivos na compra dos tratores; “temos que fazer um trabalho de agregar valor à produção do pequeno agricultor”

11h26 –  “Sou favorável ao financiamento público de campanha, mas não neste momento. O Brasil ainda não tem partido político. Quando se tem 30 partidos políticos, quer dizer que ainda não tem partidos políticos”, diz o candidato tucano

11h23 – Questionado se pretende tornar público as doações de campanha, Alckmin diz: “Religiosamente”. “Eu sou da tese do Mario Covas. O que é caro numa campanha? Rádio e TV. Tem que ter apenas uma mesinha e uma cadeira. Hoje virou uma coisa cinematográfica. Acho que precisávamos fazer uma coisa mais verdadeira”.

11h19 – Geraldo Alckmin rejeita críticas feitas por Mercadante de que a TV Cultura estava sendo aparelhada pelo PSDB, e que ele não pretende ingerir sobre a gestão da TV, que deve justificar o investimento de dinheiro público com a produção de conteúdo educativo

11h16 – Sobre a gestão da TV Cultura, que passa por crise, o tucano diz que ela deve produzir conteúdo de educação e cultura. Ele promete a criação de uma nova universidade de ensino à distância em São Paulo, que iria se utilizar da “expertise” da TV Cultura para difundir conteúdo e “chegar aos rincões” do Estado.

11h14 – “Vou criar o ‘Via rápida para o emprego’, em que se faz cursos técnicos para gerar empregos”, diz Alckmin. Ele critica o investimento feito pelo PT na educação e lembra que SP tem “as melhores universidades do País, pagas com o dinheiro do paulista”

11h10 – Alckmin diz que é preciso universalizar o ensino básico e tornar o ensino médio mais atraente para o aluno. “Temos que manter o aluno mais tempo na escola. Vamos fazer escola de tempo integral e valorizar o professor. Vamos expandir também a rede de Etecs e Fatecs, que geram empregos”.

11h07 – “A minha meta é ter 600 mil alunos de Ensino Médio estudando inglês ou uma segunda língua, inclusive em escolas privadas”, afirma Alckmin. Ele cita que das 38 melhores escolas do País, avaliadas pelo Ideb, 50 estão no em São Paulo -“são as Etecs”.

11h04 – Sobre a progressão continuada nas escolas, Alckmin diz que ela ajudou na redução da evasão escolar, “que era de 20% e caiu para 4% no Estado de SP”.  Ele promete reforço escolar, “inclusive nas férias”, e avaliação mensal.

11h01 – Alckmin lembra escalação do Santos para risos da plateia e comemora o fato de Neymar continuar no Santos antes de responder a questão sobre como São Paulo vai lidar com a Copa do Mundo. “A primeira opção para mim é o Morumbi, vai ter metrô na porta em 2012”, diz Alckmin, que, no entanto, lembra que as exigências da Fifa impediram a escolha do estádio para sediar os jogos da Copa.

10h59 – Sobre suposto deficit de agentes penitenciários, Alckmin diz: “Eficiência é fazer mais com menos”. “Nós somos vanguarda nesse assunto [sistema penitenciário]”.

10h56 – “Temos 47 % dos presos trabalhando – e a cada 3 dias trabalhados, reduz 1 dia de pena – e temos 20% estudando”, cita Geraldo Alckmin. Ele comenta a “atividade delegada”, que significa complemento de R$1.100 na renda dos policiais por serviço prestado em horários de folga

10h53 – “Nós vamos zerar os presos em cadeia. Vão todos para o Centro de Detenção Provisória”. Alckmin diz que vai fortalecer a investigação na Polícia Civil e que quer a Polícia Militar na rua. Ele promete também fortalecer videoconferências para desobrigar a PM a fazer a escolta de presos da penitenciária até o fórum.

10h49 – Em pergunta de leitor sobre os baixos salários no Estado e, em especial para os delegados, Alckmin diz: “Não é o ideal. Nós vamos melhorar, o Estado tá trabalhando”. O tucano cita novamente a redução da taxa de homicídios e afirma: “Aqui se trabalhou”. “É nossa prioridade a questaão da seguranaça pública”, diz Alckmin. Ele promete valorização do trabalho do policial e modernização do equipamento

10h47 – “É preciso ter responsabilidade. Eu faço as coisas com responsabilidade”, diz Alckmin sobre as críticas à Fundação Casa feitas por Mercadante e pelo PT.

10h44 – O tucano menciona números do sistema penitenciário em SP.  “Falam mal do sistema prisional, mas quando o governo federal não tinha onde botar o Fernandinho Beira-Mar, veio pedir para São Paulo”, diz Alckmin, que cita ter construído três presídios de segurnaça máxima no Estado.

10h42 – Alckmin cita queda na taxa de homicídio no Estado de São Paulo. “Quando o PSDB assumiu, São Paulo era o 4º lugar na taxa de homicídios. Hoje é o 25º.” O candidato em seguida rebate crítica feita ontem por Mercadante, que disse que essa queda ocorreu em razão do desarmamento e ocorreu no Brasil inteiro: “Não é verdade. Aumentou no Brasil inteiro”.

10h40 – Alckmin diz que o governo de São Paulo iria ajudar na implementação do trem-bala, “agora, está muito verde ainda, o projeto”.

10h39 – “Vamos lançar a PPP para o expresso aeroporto. Você pega o trem na Luz, faz o check-in e sai em Cumbica”, diz Alckmin. Ele também afirma que vai haver metrô até o aeroporto de Congonhas

10h36 –  Em resposta a pergunta de leitor sobre problemas no transporte, Alckmin cita as obras no metrô e na CPTM. “A CPTM era um verdadeiro caos. Hoje já não tem surfista de trem, dobrou a ferrovia”, afirma o candidato tucano. “Deveremos receber até o ano que vem 72 trens novos. Vamos ter um sistema de trens, que à medida que ele vai reduzindo o horário, vai virando quase que metrô de superfície. Eu vou investir para valer em transporte sobre trilhos”, promete Alckmin

10h33 – “O Serra vai para o segundo turno”, diz Alckmin. “O Serra terá todo o meu apoio. O Serra estando em São Paulo eu cancelo toda a minha agenda.” Sobre o susposto abandono de Serra a Alckmin na campanha deste último à Prefeitura, Alckmin diz: “Eleição não se deve transferir responsabilidades. Eu andava nas ruas e as pessoas perguntavam se dali a dois anos eu seria candiadato a governador. Aprendi muito sendo candidato a prefeito”.

10h30 – “O PT é ótimo para falar mal de São Paulo, é a especialidade deles. Mas quanto dinheiro o PT colocou no metrô em São Paulo quando governou a cidade? Zero”, afirma Alckmin comentando em seguida que Kassab, do DEM, investiu no transporte metroviário. O candidato ainda falou das contas da administração do Estado: “Melhorou a capacidade de investimento do Estado”.

10h27 – Alckmin insiste que é preciso trabalhar em parceria com a iniciativa privada para promover grandes obras. Ele menciona as obras feitas no Estado de São Paulo para as novas linhas do metrô. 

10h24 – “Essa história de que o governo é promotor de tudo, tem dinheiro para tudo, não é verdadeira”, diz o candidato tucano. Ele critica “gargalos de infraestrutra” no Brasil, destacando os problemas nos aeroportos federais

10h20 – “As praças de pedágio em Paulínia, Jaguariuna e Indaiatuba vão ser corrigidas. Vamos reduzir pela metade, e analisar contrato por contrato e ver se tem espaço para reequilíbrio”, promete Alckmin. Ele em seguida critica a rodovia Regis Bittencourt, que é federal, assim como a Fernão Dias, entre outras.

10h18 – Geraldo Alckmin justifica os programas de concessão pelo difícil momento econômico por que passava o governo de Covas, ainda em 1998. “Há um princípio de justiça social: quem usa paga, quem não usa, não paga”, afirma Alckmin sobre a cobrança de pedágios. Ele menciona as estradas vicinais, a Imigrantes e o conceito de “rodovia viva”

10h15 – “O PSDB não tem medo de CPI, não. Aliás, tem algumas funcionando na Assembleia. Se há um governo que tem sido sério transparente, é o do PSDB – é a nossa marca”, afirma o tucano, questionado sobre suposto medo do partido em ser investigado por CPI’s.

10h12 – Alckmin relembra os feitos da indústria em São Paulo e menciona a instalação de plantas fabris pelo Estado, e cita a rede de serviços, a USP ~,entre outros.

10h10 – “A política é uma vocação, tem que gostar de gente”, diz Alckmin, que relembra em seguida sua trajetória política como prefeito em Pindamonhangaba e sua relação com Mario Covas, de quem foi foi vice. “Fui copiloto de um grande comandante, e me preparei para governar um Estado que é do tamanho de um país”. O candidato diz se sentir animado para a tarefa de ser governador e exalta os números de crescimento econômico de São Paulo em comparação com o crescimento do Brasil

10h08 – Alckmin terá cinco minutos para fazer sua declaração incial, respondendo a por que se deveria votar em Alckmin

10h06 – Começa a sabatina, que é mediada pelo jornalista Roberto Godoy

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