‘PSDB faz coisas boas para poucos’, diz Mercadante em sabatina do ‘Estado’
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‘PSDB faz coisas boas para poucos’, diz Mercadante em sabatina do ‘Estado’

Jennifer Gonzales

19 de agosto de 2010 | 09h48

José Orenstein e Rodrigo Alvares

O candidato ao governo de São Paulo pelo PT, Aloizio Mercadante, participou nesta quinta-feira, 19, de sabatina promovida pelo Grupo Estado. Respondendo a questões de jornalistas e internautas, ele manteve o tom crítico em relação aos tucanos que tem marcado sua campanha e expôs em mais detalhes suas propostas de governo.

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“Sinceramente, eu acredito que vai ter segundo turno”, disse Mercadante. Foto: Ayrton Vignola/AE

Mercadante ressaltou que sua prioridade deve ser a melhoria da educação em São Paulo, sugerindo, por exemplo, o fim da progressão continuada e o equipamento de professores da rede pública com laptops. “Eles privatizaram a qualidade do ensino”, disse o petista sobre a gestão tucana nos últimos 16 anos.

Na questão da segurança, o senador defendeu reformas no sistema presidiário, com a divisão de presos por níveis de periculosidade e o monitoramento das saídas temporárias dos detentos. “A polícia de SP está insatisfeita. Falta investimento em informação, investimento em inteligência. Não há um rede integrada de comunicação entre Polícia Civil e Militar “, contestou Mercadante.

Amanhã, às 10h, é a vez do candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, ser sabatinado na sede do Grupo Estado, com transmissão ao vivo pela TV Estadão, flashes na Rádio Eldorado e cobertura no blog Radar Político e no Twitter.

Leia abaixo os principais momentos da sabatina com Mercadante, acompanhada minuto a minuto pelo blog:

12h03 – “Eu quero ser o governador da Educação. É o problema estrutural mais grave. Eu sei que não dá voto, mas é onde o Brasil está mais atrasado”, diz Mercadante. “A classe média está sobrecarregada com os gastos com Educação e Saúde, e a gente precisa dar esses serviços para liberá-la”. Ainda segundo o petista, a sua campanha deve chegar ao segundo turno, contando com a “força da militância, que é seu maior patrimônio”.

12h02 – Aloizio Mercadante faz agora as suas considerações finais.

11h59 – Mercadante critica a situação dos professores da rede púlica de ensino em São Paulo e defende a montagem de um plano de carreira e a diferenciação no pagamento da aposentadoria

11h56 – “Sinceramente, eu acredito que vai ter segundo turno”, diz Mercadante comentando sua desvantagem nas pesquisas. “Para mim o que vale é o clima da rua. E está muito bom, estou sentindo o apoio”.

11h53 – “Que adianta ter um hospital vitrine aqui e um do lado sucateado?”, questiona Mercadante sobre a situação da saúde em São Paulo

11h50 – Mercadante volta a defender a divisão de presos por níveis de periculosidade. “O Carandiru saiu de cartaz, mas está nos cinemas de todo o interior do Estado de São Paulo”, comentando os presídios que deslocados para cidades menores

11h47 – “A TV Cultura é um retrato do governo do PSDB. Ela é ineficiente e cara.” Mercadante diz também que a TV pública não deve substituir a TV comercial, mas ajudar ana educação. Comentando a crise na emissora, reclamou do aparelhamento: “Chegou ao ponto de fazer matéria sobre pedágio e caiu o diretor de jornalismo”

11h43 – “Um dos problemas de SP no governo do ex-governador é o PCC. Não existe crack dentro dos presídios porque os chefes não deixam, mas está na porta das escolas”, diz Mercadante, que defende a segmentação dos presos em níveis de periculosidade. “O sistema está totalmente descontrolado”, afirma, comentando a necessidade de monitorar a saída temporária dos presos

11h40 – Mercadante critica a gestão da polícia em São Paulo. “A polícia de SP está insatisfeita. Falta investimento em informação, investimento em inteligência. Não há um rede integrada de comunicação entre Polícia Civil e Militar em São Paulo”. Ele propõe um policiamento comunitário por regiões, com um celular para os policiais atenderem aos chamdos dos habitantes de cada comunidade

11h37 – “Todo mundo sabe que a segurança é um problema em São Paulo”, diz Mercadante. “No Brasil inteiro caiu o homicídio, não foi só em SP”, afirmou o petista que creditou ao estatuto do desarmamento e à melhora da economia essa queda

11h31 – “Eu não fui no cartório e escrevi que ia renunciar”, diz Mercadante sobre o episódio em que anunciou no Twitter que renunciaria no Senado. “Todos na bancada pediram que eu continuasse na liderança. O presidente disse: se você sair, você acha que vai melhorar a situação no Senado?”, disse.  “O que estava em jogo era um projeto de Brasil. Era um processo muito maior que o meu ressentimento ”

11h28 – Ainda comentando a situação econômica em São Paulo, salientou a necessidade de um banco de fomento. “Ao vender o Banespa e perder a Nossa Caixa, nós perdemos nossa capacidade de fomento”. Ele propôs a criação de um “BNDES” paulista, um “BNDESSP”. Ele defendeu a regionalização do orçamento dentro do Estado, para “definir a vocação econômica de cada região e investir nela”

11h25 – O petista exalta a liderança histórica de São Paulo relembrando o espírito bandeirante e diz que isso se perdeu. “Se você olhar a história de SP, a industrialização começou aqui. A redemocratização também. E é incontestável que perdemos força na economia”

11h23 – Mercadante questiona a administração tucana por suas avaliações da economia. “A taxa de crescimento para o Brasil, segundo o PSDB, era de 3% para 2010. Nós crescemos 7%” E completa: “Acho que o futuro de SP é promissor. Eles erraram na guerra fiscal. A indústria toda se instalou nas divisas de outros Estados”, diz Mercadante.

11h20 – Criticando ainda  o baixo aproveitamento da produção da pesquisa científica no Estado, Mercadante diz que não se aproveita a tecnologia na agricultura, com o pequeno produtor, e também na proteção de manciais e rios. “Há 20 anos o PSDB promete a despoluição do Tietê e despejam lodo nele”

11h17 – “Essa capacidade de inovação de SP é uma grande vantagem para atrair investimentos da iniciativa privada”, diz Mercadante, que argumenta que “nós vamos muito bem na pesquisa pura, mas agora o que precisa é uma pesquisa aplicada”.

11h15 – “O que eu posso apresentar em São Paulo é o bom governo que fizemos no Brasil, que vai ser feito aqui. É o que eu posso comparar: oito anos de governo em SP e oito anos de governo no Brasil”, diz Mercadante que em seguida comenta a aprovação de Alckmin no Estado: “Alckmin saiu muito bem avaliado, mas perdeu na eleição para a Presidência e depois nem para o segundo turno foi na eleição para a prefeitura de São Paulo”

11h12 – “Não tem saída se não tiver trem neste Estado”, diz Mercadante, que em seguida critica o PSDB por não ter dado qualidade de metrô ao CPTM. “O que eles fizeram nesses 16 anos?”, questiona o candidato petista

11h09 – “Você não imagina o que é aprovar um projeto no Senado. Imagina sentar para negociar com o Arthur Virgílio, com o ACM. É possível sempre negociar”, afirma o petista sobre sua atuação no governo Lula para produzir os consensos e aprovar as medidas

11h07 – “A médio prazo, queremos fazer o consumidor pague efetivamente pelo quilômetro rodado. Assim a tarifa cai substancialmente”, diz Mercadante. “Não sou demagogo, naõ vamos prometer coisa que não se realize,  nós respeitamos os contratos nos oito anos de governo Lula”.

11h05 – Sobre o tema dos pedágios, constante na campanha de Mercadante, ele diz: “É inegável que houve aumento no volume de tráfico de cargas. E o PSDB sucateou a ferrovia. Como ferrovia não paga pedágio, eles não olharam para ela”. Ele cita a cláusula de equilíbrio nos contratos de concessão das rodovias em SP como instrumento para negociar a queda dos preços

11h02 – Sobre o caso dos aloprados, de 2006, Mercadante destaca que seu nome não incluído na investigação, apesar de assessor próximo, Hamilton Lacerda, estar envolvido no caso. Questionado sobre o fato de Larceda ter sido reintegrado ao PT neste ano, Mercadante disse “Desde 2010, não falo com Hamilton Lacerda”, em aparente ato falho.

10h59 – “Eles têm o direito de lutar pelo que acreditam. Esta é uma democracia que consolidou a lei. Mas quando destruíram aquele laranjal, perderam apoio”, disse Mercadante ainda sobre o tema da atuação do MST

10h55 – Após pergunta de internauta sobre o MST, Mercadante diz: “O MST tem muito menos capacidade de mobilização do que antes do governo Lula. Por quê? Porque a vida no País mudou”. “O mercado urbano contratou muita gente e a agricultura mudou, então o conflito no campo diminuiu”, afirma Mercadante

10h53 – “Eu era mais útil no Senado”, disse Mercadante, comentando seu trabalho na construção da base aliada do governo; “Meu papel no governo foi esse:  fazer a maioria para aprovar e segurar bucha de canhão”

10h51 “Quando começamos a montar o governo, o presidente não vai gostar que eu diga, mas ele queria que eu fosse o ministro da Fazenda”, diz Mercadante após pergunta de internauta questionando o porquê de Lula nunca tê-lo chamado a ocupar cargo executivo no governo

10h50 – “Nós estamos construindo cinco vezes mais do que eles”, diz Mercadante comparando política habitacional do PSDB em SP e do governo federal

10h47 – “Aqui em São Paulo nada é investigado. Nada no governo estadual é fiscalizado”, diz Mercadante. “CPI é instrumento de oposição”, insiste

10h45 – Roberto Fonseca, do Jornal da Tarde,  questiona Mercadante sobre o Bancoop e o papel do PT na apuração das irregularidades. “No governo FHC, tudo foi varrido para debaixo do tapete. No governo Lula, teve até CPI do Fim do Mundo”, diz o petista.

10h42 – “Nós temos que mostrar que o computador é um instrumento de aprendizagem”, diz Mercadante, enfantizando a necessidade de generalização do acesso à tecnologia para a educação

10h40 – “Tem que ter avaliação, tem que ter boletim”, diz Mercadante. Ele propõe um cartão com chip para cada aluno que servirá para controlar a presença em aula, ligado ao laptop do professor

10h38 – O jornalista Daniel Bramatti questiona Mercadante sobre a progressão continuada. “A progressão continuada é um conceito generoso. Agora, nunca foi progressão continuada – tem que ter avaliação na escola”, argumenta o petista.

10h35 – Mercadante critica o governo de Sâo Paulo por não avançar na educação “com orçamento de 30 bilhões de reais”. “Eu não pus meus filhos na escola pública e nem ele (Alckmin) pôs, apesar de nós dois termos estudado em escola pública”, diz.

10h33 – “Ees privatizaram a qualidade do ensino em SP”, diz Mercadante sobre o PSDB. “São Paulo tem recursos para ter uma escola de ponta”

10h31 – Em resposta à jornalista Adriana Carranca, Mercadante exalta a participação de Lula em sua campanha em comparação com a pouca exibibição de FHC por Alckmin. “Por que o Serra não mostra o Fernando Henrique no programa dele? A comparação que eu posso fazer é em relação ao governo Lula com o governo FHC”, diz

10h29 – Mercadante diz que o maior desafio em São Paulo é a educação. O petista ataca a gestão da Saúde, e propõe o uso de equipamentos da rede privada para a realização de exames, custeados pelo SUS

10h27 – “O PSDB faz coisas boas para poucos”, diz Mercadante. Ele critica os altos preços do pedágio e diz que vai rever os contratos, uma vez no governo. O petista faz em seguida duras críticas à educação em São Paulo. Propõe a distribuição de um laptop para cada professor. “Não dá para continuar com essa polítca da aprovação automática”, diz.

10h25 – Mercadante liga sua trajetória à de Lula. Ele cita números exaltando a prosperidade do Brasil. “Qual é a grande novidade desse governo? Nós criamos um mercado interno de massa”.

10h22 – Tem início a sabatina, mediada pelo jornalista Roberto Godoy. Mercadante tem cinco minutos iniciais para se apresentar e dizer por que se deveria votar nele

10h20 – Ao hora testar o som, Mercadante fala: “13, 13, 13”. E brinca que vai ser multado por propaganda

10h12 – Mercadante está no auditório do Grupo Estado, na plateia está Eduardo Suplicy, senador pelo PT de São Paulo, e o presidente do partido no Estado, Edinho Silva

09h53 – O candidato ao governo de São Paulo Aloizio Mercadante, do PT, já chegou à sede do Grupo Estado para sabatina, que deve começar em poucos minutos

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