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A trajetória de Eduardo Campos

Aos 49 anos candidato do PSB à Presidência morre em acidente aéreo em Santos

Bruno Lupion

13 de agosto de 2014 | 13h39

1965 – Eduardo Henrique Accioly Campos nasce em 10 de agosto, na cidade de Recife (PE). Era filho do poeta e cronista Maximiano Campos (1941-1998) com a ex-deputada federal Ana Arraes, atual ministra do Tribunal de Contas da União Ana Arraes, e neto do ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes.

1979 – Miguel Arraes, avô de Eduardo Campos, retorna ao Brasil após 15 anos exilado na Argélia e, em 1982, é eleito deputado federal.

1981- Aos 16 anos, Eduardo ingressa no curso de Economia na Universidade Federal de Pernambuco, concluído quatro anos depois ,como aluno laureado e orador da turma. No período chegou a ser eleito presidente do Diretório Acadêmico da Faculdade de Economia.

1986 – Eduardo abdica do mestrado que faria nos Estados Unidos para se envolver plenamente na campanha que elegeu o avô Miguel Arraes como governador de Pernambuco.

1987 – Assume o cargo de chefe de gabinete do governador de Pernambuco, Miguel Arraes

1990 – Entra no Partido Socialista Brasileiro (PSB), partido pelo qual é eleito deputado estadual.

1992 – Lança sua candidatura à Prefeitura de Recife, mas não vence

1994 – Aos 29 anos, é eleito para a Câmara dos Deputados com 133 mil votos.
1995- 1998 – Pede licença do cargo de deputado para integrar o governo de Miguel Arraes como secretário de Governo e, depois, como secretário da Fazenda, entre 1995 e 1998.

1998 – É eleito pela segunda vez deputado federal, com 173.657 votos, a maior votação de Pernambuco.

2003 – Assume pela terceira vez uma vaga na Câmara dos Deputados. No mandato, ganha destaque e reconhecimento como articulador do governo Lula nas reformas da Previdência e Tributária.

2004 – Em 23 de janeiro, aos 38 anos, se licencia da Câmara e assume o Ministério da Ciência e Tecnologia.

2005 – Assume a presidência nacional do PSB.

2006 – É eleito governador de Pernambuco com mais de 60% dos votos válidos

2010 – É reeleito governador de Pernambuco com 83% dos votos válidos, o maior percentual de todo o Brasil.

2013 – Em 18 de setembro, a Executiva Nacional do PSB entrega os cargos que o partido ocupa no governo federal, entre eles o Ministério da Integração Nacional e a Secretaria Especial de Portos. “O futuro do Brasil não passa por cargos, mas pela discussão sobre os melhores caminhos para o país e o nosso povo, visando preservar os avanços que obtivemos nos últimos 30 anos. O que buscamos é espaço para fazer esse bom debate sem constrangimentos”, afirma a carta entregue à presidente Dilma Rousseff.

Em 15 de janeiro, Eduardo recebe o “Prêmio Governante: A Arte do Bom Governo” na sede do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington D.C. (EUA), por conta do Programa Pacto pela Vida, que reduziu os índices de homicídio em 40% no Estado, e do Programa de Soluções Integradas da Junta Comercial de Pernambuco, que agilizou a abertura e fechamento de empresas no Estado.

2014 – Em 28 de junho, a Coligação Unidos pelo Brasil (PSB-REDE-PPS-PPL-PRP-PHS-PSL) oficializa, em convenções dos partidos da aliança, a candidatura de Eduardo Campos à Presidência da República e de Marina Silva à Vice-Presidência.

Em 4 de abril, Eduardo renuncia ao governo de Pernambuco para se dedicar à campanha presidencial.

Em 13 de agosto, mesma data da morte de seu avô, Campos morre em acidente durante viagem com seu avião de campanha que ia para o Guarujá, no litoral de São Paulo.

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