A semana política: candidatos no Jornal Nacional, abusos no erário e pesquisa Datafolha
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A semana política: candidatos no Jornal Nacional, abusos no erário e pesquisa Datafolha

Camila Tuchlinski

14 de agosto de 2010 | 15h01

Rodrigo Alvares

Segunda-feira (09/08)

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No JN, Dilma justifica alianças polêmicas e diz que não quer repetir Lula, mas avançar

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, justificou nesta segunda-feira, 9, a aliança do PT com antigos inimigos como Fernando Collor de Mello, Renan Calheiros, José Sarney e Jader Barbalho.

Segundo a petista, essas alianças são necessárias para governar um país com a complexidade do Brasil. “O PT não tinha muita experiência naquela época”, completou. A candidata afirmou ainda que seu projeto é dar continuidade ao governo Lula. “Mas não é repetir, é avançar”, completou.

Em nota, Barbosa se defende e repudia os ‘aspirantes a papparazzi e fabricantes de escândalos’

Jair Stangler

Em nota à imprensa, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa manifestou sua contrariedade diante da divulgação de sua presença em bar e em festa de Brasília no último fim de semana. Barbosa está em licença médica desde 26 de abril, em razão de dores da coluna.

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Joaquim Barbosa, de licença desde abril, conversa com pessoas no bar e restaurante Mercado Municipal, na Asa Sul. Foto: Ed Ferreira/AE

Conforme noticiado pelo ‘Estado’ no último dia 5, o ministro é o campeão de processos estocados no STF. Barbosa ainda vem sendo cobrado por colegas e advogados para que defina a situação. ‘Não podemos ficar com alguém doente por tanto tempo’, afirmou um ministro.

“Barbosa chama de “fabricantes de escândalos” os repórteres que registraram sua presença num bar em Brasília e compara-os aos paparazzi – fotógrafos que invadem ambientes privados para obter fotos de celebridades e vendê-las a preços milionários.

Diz que “sorrateiramente” teve a privacidade invadida em momentos de lazer recomendados pelos médicos que o tratam. É mais uma interpretação em causa própria que reforça a avaliação de que os homens públicos brasileiros não se consideram obrigados a prestar contas e acham que o espaço público é privado.”

João Bosco Rabello, diretor da Sucursal de Brasília

Terça-feira (10/08)

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No JN, Marina nega ter sido conivente com mensalão

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, negou, em entrevista ao Jornal Nacional nesta terça-feira, 10, que tenha sido conivente com o mensalão. “Não foi conivência, nem silêncio, o que aconteceu foi que todas as vezes que eu me manifestava eu não tinha audiência. Sempre disse que foi grave, que precisava de punição”, disse a candidata.

Pimentel retoma gradualmente papel na coordenação de Dilma

Malu Delgado

O ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel prepara-se para reassumir seu espaço na coordenação de campanha de Dilma Rousseff (PT) à Presidência da República. A partir da próxima semana, o petista pretende passar pelo menos um dia da semana em Brasília.

Pimentel avalia que a partir da próxima semana, quando começa a propaganda eleitoral na TV, terá condições de retomar aos poucos sua participação nas definições sobre a estratégia da campanha nacional. O ex-prefeito é considerado, no PT, o político mais próximo de Dilma Rousseff.

Quarta-feira (11/08)

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No JN, Serra tenta descolar Dilma de Lula e diz que disputa não é sobre o passado

Jair Stangler

Em entrevista ao Jornal Nacional nesta quarta-feira, 11, o candidato do PSDB à Presidência da República, José Serra, tentou descolar sua adversária, Dilma Rousseff (PT) da imagem do presidente Lula.

Serra diz não ter medo de enfrentar a alta popularidade de Lula: ‘O Lula fez coisas boas e coisas nem tão boas. A discussão é o que vai acontecer para frente. Nós não estamos fazendo uma disputa sobre o passado’, afirmou o tucano. “Não há presidente que possa governar na garupa, estou focado no futuro”, acrescentou.

Corregedor da Câmara usa carro oficial em campanha de Alckmin

Roberto Almeida

O corregedor da Câmara Municipal de São Paulo, Wadih Mutran (PP), usou na manhã desta quarta-feira (11) carro oficial para participar de evento de campanha do candidato tucano ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin.

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“Vou deixar na garagem?”, perguntou Wadih Mutran. Fotos: Filipe Araújo/AE

O carro, um Vectra prata com placa da Corregedoria da Câmara, estava estacionado irregularmente na Praça Oscar da Silva, na Vila Guilherme, zona norte de São Paulo. O filho de Mutran, Ricardo Mutran (DEM), é candidato a deputado estadual e também participava do evento.

Perguntado sobre o uso do carro oficial para o evento de campanha, foi sucinto. “E daí? E daí? Não tem problema. Se vocês acham que tem, me condenem.”

Candidato e jornalista trocam socos durante entrevista no Acre; assista

Nayanne Santana/ Rio Branco (AC)

O candidato ao Senado João Correia (PMDB) e o jornalista Demóstenes Nascimento trocaram insultos e socos na tarde de terça-feira, 10, durante a gravação de uma série de entrevistas promovidas pela TV 5, afiliada da Band no Acre.

João Correia questionou as perguntas que eram dirigidas a ele pelo jornalista Demóstenes Nascimento. O candidato afirmava que os questionamentos tinham como propósito desmoralizá-lo. A discussão começou ao vivo e o jornalista decidiu interromper a transmissão do programa para evitar constrangimentos.

Quinta-feira (12/08)

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Ataques a gestão tucana em SP marcam primeiro debate de candidatos a governador

Adriana Carranca, Malu Delgado, Jair Stangler e Rodrigo Alvares

O primeiro debate entre os candidatos ao governo do Estado de São Paulo foi marcado pelas críticas aos 16 anos de gestão tucana no Estado e ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, que governou o Estado entre 2000 e 2006. A gestão do PSDB em áreas como Saúde, Educação, Transportes e Segurança Pública foram abordadas repetidas vezes pela oposição, com Aloizio Mecadante (PT) à frente. “Todos aqui estão vendo a solidão do PSDB nesse debate”, disse o senador, acompanhado por Paulo Skaf (PSB), Celso Russomanno (PP), Paulo Bufalo (PSOL), e Fabio Feldmann (PV). “Você que está em casa está vendo aqui uma aliança entre o petismo e o malufismo”, falou Alckmin, visivelmente irritado, no início do quarto bloco.

O presidenciável tucano, José Serra, chegou ao estúdio por volta das 21h40 e foi muito assediado por jornalistas e aliados. O ex-governador paulista deixou a Band pouco mais de uma hora depois irritado. Afirmou que os números citados pelos outros candidatos estavam todos errados.

Governo de São Paulo: Uma análise sobre o debate da Band

Em entrevista a Felipe Machado e Luis Fernando Bovo, o jornalista José Roberto de Toledo comenta o primeiro debate com os candidatos ao Governo do Estado, realizado pela Band.

Após debate, petistas e tucanos comentam ataques a Alckmin

Rodrigo Alvares

Após o debate entre candidatos ao governo de SP na Bandeirantes, petistas e tucanos comentaram sobre o encontro -mais especificamente sobre susposto complô entre a oposição para atacar Geraldo Alckmin (PSDB).

Questionado quanto ao assunto, Aloizio Mercadante (PT) disse: “Vocês poderiam dizer que a estratégia de todos os candidatos é a mesma. A população está insatisfeita. Ele [Alckmin] não tem argumentos para defender o comodismo desses últimos 16 anos”.

Em resposta, José Aníbal, do PSDB, afirmou: “Pude observar uma dobradinha entre Skaf e o Russomanno. Depois percebi que o Mercadante também estava fazendo sinais para eles.”

Sexta-feira (13/08)

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Pesquisa Datafolha mostra Dilma com 41%, Serra com 33% e Marina com 10%

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira, 13, mostra a candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, na liderança da disputa com 41%, Serra com 33% e Marina com 10%. Na pesquisa anterior, realizada entre 20 e 23 de julho, o tucano aparecia com 37% das intenções de voto, e a petista com 36%.

Plínio de Arruda Sampaio (PSOL), Zé Maria (PSTU), Eymael (PSDC), Rui Pimenta (PCO), Ivan Pinheiro (PCB) e Levy Fidélix (PRTB) não atingiram 1%. Brancos e nulos somam 5% e 9% estão indecisos.

Em um eventual segundo turno, Dilma teria 49% das intenções de voto contra 41% de Serra. Em julho, a petista aparecia com 46% contra 45% do tucano.

Álvaro Dias antecipa resultado de pesquisa Datafolha no Twitter

Rodrigo Alvares

Cerca de 10 minutos antes da divulgação da pesquisa Datafolha, o senador tucano Álvaro Dias (PR) antecipou o resultado em seu perfil no Twitter: “O Datafolha coloca Dilma 8 pontos à frente”.

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Pouco antes, afirmou que o levantamento pode ser contestado e que a candidata petista à Presidência da República, Dilma Rousseff. “A pesquisa Datafolha para Presidente pode ser contestada.Dilma foi beneficiada pela entrevista no JN. A de Serra foi depois e não influiu”, afirmou.

Questionado pelos internautas, Dias apagou o texto para explicar “com clareza o que pretendia dizer”: “A pesquisa Data Folha recolhe os efeitos da entrevista de Dilma no JN. A favor ou contra. A de José Serra não produziu efeito, já que tardia”.

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