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‘A Dilma não vai passar a mão na cabeça de ninguém’, diz senador petista

Jennifer Gonzales

26 de agosto de 2011 | 15h00

Jair Stangler, do Estadão.com.br

O senador Lindberg Farias (PT-RJ) negou que haja crise no governo e defendeu as demissões promovidas pela presidente Dilma Rousseff. “A Dilma não vai passar a mão na cabeça de ninguém”, declarou. “A Dilma está fazendo um caminho correto, que é coibir o malfeito no seu governo. Há uma condução  da presidenta da República que vai impor novos padrões de relações políticas no País. Pode doer, pode parecer que é crise”, afirmou.

Lindberg participou de seminário sobre a Frente Parlamentar de Adoção nesta sexta-feira, 26, na FMU, em São Paulo. Além dele, participaram também o senador Aécio Neves (PSDB-MG), o deputado Gabriel Chalita (PMDB-SP) e o deputado Alessandro Molon (PT-RJ).

Questionado sobre a denúncia do Estado desta sexta, de que o presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia (PT), usou avião de empresa para ir a reunião do PT, Lindberg afirmou não ter visto ainda a reportagem e preferiu não comentar o caso particular.

Ainda sobre as denúncias de corrupção no governo, Lindberg afirmou que “muita gente que reagiu que vai ter que se adaptar.” Segundo o senador petista, “algum ministro, algum executivo que seja nomeado por qualquer partido, vai ter que se explicar perante a sociedade, vai ter que ir ao Senado, vai ter que ir à Câmara.”

Lindberg criticou as tentativas da oposição de fazer uma CPI da Corrpção. “Eu, quando questiono os parlamentares da oposição que querem CPI é porque eu acho que acaba ajudando (quem desvia), inclusive gente da base”, afirmou. Para ele, “CPI da corrupção é para parar a Dilma, não é para apurar nada. é porque querem colocar o governo na defensiva”.

O senador afirmou ainda que o PT está fechado para apoiar a reeleição do prefeito Eduardo Paes em 2012 no Rio de Janeiro, mas que o partido pretende disputar o governo do Estado em 2014 – sendo ele mesmo um dos nomes cotados. Questionado sobre se acredita que Aécio ainda será presidente, o petista respondeu: “Ah sim… Algum dia’.

 

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