As informações e opiniões formadas neste blog são de responsabilidade única do autor.

A construção de um ‘mano senador’

Armando Fávaro

10 Maio 2010 | 19h57

Roberto Almeida


Sempre que assume o microfone em eventos partidários, o pré-candidato ao Senado, Netinho de Paula (PC do B), diz que “dá uma vontade de cantar”. Mesmo com o cacoete dos tempos de Negritude Jr., seu grupo de pagode, ele se resigna e assume o discurso que busca levá-lo a Brasília.
Nos eventos da semana passada, em que esteve ao lado do pré-candidato petista ao governo paulista, Aloizio Mercadante, foi abençoado como “mano senador”. Afirmou que o Congresso precisa de mais gente da periferia, que dê atenção aos projetos de cunho social que passam pela Casa.
Netinho já tem assessores de campanha em seu encalço, que ajeitam seu visual para fotos, prestam atenção nos mínimos detalhes. Terno bem cortado, sapatos de primeira, camisa sem gravata, um botão aberto. É um dos mais fotografados, sempre acaba distribuindo autógrafos.
O próximo passo – o maior de todos até agora – está sendo programado por sua assessoria. No fim do mês, deve lançar em definitivo sua pré-candidatura. O local ainda não está definido, mas o cuidado com a imagem virá em primeiro lugar: uma bem programada sessão de fotos.
Mas e showmícios, proibidos por lei, como ficam? “Nós, artistas, ainda poderemos cantar”, disse, em referência à sua colega de partido, que disputará uma vaga na Assembleia paulista, Leci Brandão. “Mas é preciso cuidar com a língua.”

Mais conteúdo sobre:

Aloizio MercadanteNetinho