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DF: Weslian Roriz mostra despreparo, mas é poupada pelos adversários

Camila Tuchlinski

28 de setembro de 2010 | 22h00

Carol Pires e Rafael Moraes Moura

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O debate entre os candidatos a governador do Distrito Federal, na Rede Globo, foi marcado por briga entre os militantes, farpas entre os candidatos e também pela primeira participação de Weslian Roriz (PSC) num debate eleitoral. Recém-catapultada à disputa ao Palácio do Buriti, Weslian agarrou-se a papéis preparados pela assessoria, não soube aproveitar o tempo destinado às respostas, confundiu-se ao fazer perguntas e acabou no Trending Topics do Twitter.

“Quero defender tudo que for de corrupção”, disse a mulher do ex-governador Joaquim Roriz, barrado pela lei da ficha limpa, para depois corrigir-se. “Tudo que for de corrupção não vou aceitar, quero falar que agora vai começar um novo plano de governo.

Agnelo Queiroz, candidato do PT, líder das pesquisas, também foi alvo dos adversários Toninho (PSOL) e Eduardo Brandão (PV), que criticam as alianças do petista. O candidato do Psol aparece em terceiro lugar nas pesquisas e pode empurrar a disputa para o segundo turno.

Veja como foi o debate:

0h33 – Agnelo Queiroz fecha o debate usando o mesmo discurso que Dilma Rousseff, presidenciável, fez mais cedo, na rodoviária, pedindo apoio da militância na reta final. “A eleição só termina no dia 3”.

0h29 – Toninho do Psol aproveita seu tempo para pedir votos nos candidatos a deputado federal  do partido, e também na esposa dele, Maninha, candidata a deputada distrital. “Minha vida é uma ficha limpa”.

0h27 – Brandão reclama que a campanha em Brasília ficou mais centrada na batalha judicial para decidir quem poderia ou não ser candidato do que no debate de propostas. Ao final, ele pediu “uma chuva de votos verdes”. “Quero pedir o voto 43, mesmo número da Marina Silva, em mim”.

0h22 – Weslian, nas considerações finais, comenta a cor do estúdio da Globo: “aqui é tudo azul”. Azul é a cor da campanha de Roriz. Ela pede voto para o 20 e para os candidatos ao Senado da coligação dela, formada por DEM e PSDB. “Quem vai mandar nesse governo sou eu. E o meu marido, é claro, vai me orientar”.

0h17 – “Meu governo não terá espaço para ilegalidade”, conclui Agnelo. Na volta do intervalo, o debate chega ao fim com as considerações finais dos candidatos.

0h13 – “Ninguém governa sozinho. Como alguém consegue governar sem ter um deputado distrital?”, alfineta o petista.  O PV não tem representação na Câmara Legislativa.

0h12 – Brandão volta ao mesmo tema do início do debate ao dirigir pergunta a Agnelo: “apesar de você ter feito alianças com quem não deveria, o senhor faria o compromisso de não dar espaço para esses políticos num eventual governo seu?”.

0h10 – De Toninho para Brandão: “você disse que faria parte de qualquer governo. Faria parte do governo de Dona Weslian?”. O candidato se esquivou, e criticou problemas ambientais na cidade.

0h06 – Toninho disse no horário eleitoral que Weslian seria “teleguiada por Roriz”. Ela disse, agora, que decidiu ser candidata por “solidariedade ao marido”, mas reclama das críticas que de seria “comandada” por ele. O candidato do Psol foi brando na resposta. “Eu não faço crítica ao fato da senhroa estar aqui substituindo Joaquim Roriz, esse não é o problema. O nosso problema são as divergências que temos sobre os projetos para o DF”.

23h59 – Weslian ataca Toninho pela segunda vez. Em ambas as vezes, ela pondera ter muita consideração pela esposa dele, a candidata a deputada distrital Maninha.

23h50 – Mais um bloco chega ao fim. Weslian Roriz é um dos assuntos mais comentados no Twitter, aponta a lista de Trending Topics Brazil.

23h46 – Weslian não encontra a pergunta que quer fazer para Toninho. Depois de vasculhar os papéis, resolve ser sucinta: “quais são suas propostas para a saúde?”. O candidato do Psol promete implantar o “orçamento participativo” na cidade, onde os cidadãos decidiriam os investimentos prioritários do governo.

23h43 – O assunto em debate agora é corrupção. “O meu governo não vai ter irregularidade nenhuma. Eu sou uma pessoa severamente com essas coisas, sou de um princípio muito bom, fui criada com a honestidade na minha casa”, diz a esposa de Joaquim Roriz, em resposta a Eduardo Brandão.

23h37 – “O DF não tem política pública nem para educação, nem para saúde. No entorno é o mesmo, não tem política pública aqui nem lá”, diz Brandão. “O entorno de Brasília está se tornando uma baixada fluminense, totalmente sem controle”, continua.

23h36 – “Isso aqui virou uma verdadeira anarquia”, continua Agnelo, ao criticar a falta de regularização de terras de muitas cidades satélites. A pergunta do petista é agora para Eduardo Brandão sobre a situação do entorno do Distrito Federal.

23h31 – Na volta do terceiro bloco, Agnelo decide responder pergunta feita anteriormente por Weslian: “sou médico, sou contra o aborto”. Sem citar nomes, ele disse que tem gente que usa o nome de Deus “para fazer todo tipo de maracutaia na cidade”.

23h25 – Briga entre os nanicos. Eduardo Brandão acusa Toninho do PSOL de ser funcionário do Senado sem ter prestado concurso: “Você está lá por uma benesse”. “Eduardo hoje está tendo uma recaída”, disse, ao negar que seja funcionário do Senado. “Sou funcionário concursado do ministério da Saúde, e estou licenciado”.

23h22 – O debate ficou confuso. Agnelo questinou Weslian Roriz sobre o problema de transporte público na cidade e Weslian respondeu fazendo outra pergunta: “O senhor era comunista, que não acredita em Deus, e agora está no PT. O senhor é contra o aborto?”. O petista também não respondeu e ela reclamou: “o senhor não deu sua resposta”.

23h19 – Toninho questiona a presença do vice de Agnelo, Thadeu Filippeli, num antigo confronto entre a PM que culminou com a morte de um trabalhador na cidade. Agnelo disse ficar surpreso com “leviandade” do comentário.

23h18 – Toninho volta a criticar alianças do Agnelo “que cabe até Agaciel Maia (ex-diretor do Senado, pivô da crise dos atos secretos) e Gim Argello (senador pelo PTB)”. Agnelo se fia no presidente Lula para responder: “A grande sabedoria do presidente Lula foi fazer uma grande união”.

23h14 – Toninho respondeu que, assim como ele, milhares de militantes do PT saíram do partido durante a crise do Mensalão. E cutucou Weslian: O PSOL foi o partido que pediu abertura de processo contra Roriz quando ele era senador, em 2007, e foi flagrado negociando propina. Por ter renunciado na época que Roriz foi considerado inelegível pela lei da Ficha Limpa.

23h10 – No início do segundo bloco, Weslian pergunta para Toninho do PSOL: “o senhor era do PT, o que me diz sobre isso?” Joaquim Roriz costuma dizer que o  vermelho do PT “é a cor do satanás”. Foi o próprio Roriz que fundou o PT em Goiás.

23h05 – Ao responder como pretende resolver o problema da Saúde no DF, Eduardo Brandão propõe criação de sistema integrado para acusar falta de remédios nos hospitais e agilizar compra dos medicamentos. Weslian Roriz promete construção da Cidade da Saúde, proposta do marido, Joaquim Roriz. Esta foi a última pergunta do primeiro bloco.

23h – Weslian Roriz usou metade do tempo que tinha para responder a primeira pergunta sobre o crescimento desordenado da cidade. Ela trouxe papéis para consultar as informações. Lembrou que o marido dela, Joaquim Roriz, criou várias cidades satélites para abrigar a população recém chegada à capital. Na réplica, novamente não usou todo.

22h58 – Toninho também critica as alianças de Agnelo Queiroz. “Infelizmente na sua coligação tem partidos e políticos que não respeitam o meio ambiente aqui no Distrito Federal”.

22h55 – Os jornalistas estão tendo dificuldade para ouvir o debate. O carro de som da campana de Roriz não desligou a música de campanha, tocada incessantemente desde cedo. Toninho do PSOL defendeu o combate à grilagem de terra e a preservação do meio ambiente. Agnelo, autor da pergunta, seguiu o mesmo tom na réplica: “A capital do Brasil tem que ser a capital da civilidade”.

22h50 – O primeiro tema foi educação. O candidato do PV citou Marina Silva, a presidenciável do partido, que defende a ocupação da espaços ociosos na cidade para construir espaços de cultura e esporte. Agnelo prometeu construção de escolas técnicas em todas as cidades satélites do DF.

22h48  – Eduardo Brandão mira primeiro no petista Agnelo Queiroz e critica as alianças feitas por ele na campanha. Queiroz tem como vice Thadeu Filippelli, do PMDB, ex-Roriz. Petistas e rorizistas são inimigos antigos na cidade.

22h46 – Começou. A jornalista Cristina Serra é a mediadora do debate no DF. As regras são as mesmas no país todo: são cinco blocos, sempre com candidato questionando candidato.

22h38 – A briga entre os militantes de Roriz e Agnelo cessou, aparentemente. O saldo da confusão foram pelo menos cinco pessoas feridas, entre cinegrafistas, um fotógrafo e um policial. Ninguém foi preso. Veja aqui como foi a confusão: http://migre.me/1qDe1

22h31 – Agnelo Queiroz (PT), Weslian Roriz (PSC), Toninho (Psol) e Eduardo Brandão (PV) estão a postos no estúdio da Globo. Cada um só pôde trazer cinco assessores. A imprensa acompanhará o debate numa sala anexa, improvisada na garagem da Globo.

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