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A campanha na blogosfera

Camila Tuchlinski

20 Julho 2010 | 18h51

Declaração de Indio abre ferida na campanha (Alberto Bombig/Época)

“Por mais que o próprio José Serra e o presidente nacional do PSDB, Sérgio Guerra, tenham se esforçado na defesa de Indio da Costa (DEM-RJ), o vice de Serra, basta uma análise da temperatura das declarações nos últimos dias para a conclusão lógica: o voluntarioso deputado federal esteve tons acima do discurso público e oficial da sua campanha ao afirmar que o PT tem ligação com às Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e com o narcotráfico. E o pior para sua aliança é que ele conseguiu colocar em pauta, sem acrescentar um único dado novo e relevante, um tema que o próprio candidato já havia explorado sem sucesso em 2002:

“Todo mundo sabe que o PT é ligado às Farc, ligado ao narcotráfico, ligado ao que há de pior. Não tenho dúvida nenhuma disso.”
Isto é Indio da Costa em bate-papo com tucanos na internet divulgado no domingo pela Folha de São Paulo.

“A ligação do PT é com as Farc. Isso todo mundo sabe, tem muitas reportagens, tem muita coisa. Apenas isso. Agora, as Farc são uma força ligada ao narcotráfico, isso não siginifica que o PT faça o narcotráfico.” Isto é Serra ontem em Belo Horizonte.

“O Indio disse o que a gente sabe: as Farc se sustentam com o dinheiro do narcotráfico, e o PT é ligado às Farc. É um sócio incômodo que o PT tem.” Guerra ontem em São Paulo.

“O PT não faz narcotráfico. As Farc, sim.” O próprio Indio em seu Twitter.

Caixotes bombam em tempo de palanques virtuais (Josué Nogueira/ Diário de Pernambuco)

“Com tanto caixote servindo de tribuna para candidato, daqui a pouco as marcenarias estarão faturando alto. Os comerciantes da Ceasa também devem estar de olho no filão.

A moda do ‘mini palanque móvel’ pode não ter sido criada por Eduardo Campos, quando ele  fez do suporte de madeira sua marca registrada em 2006.

Mas o fato de a sua campanha ter sido exitosa transformou o acessório em elemento onipresente em eventos de rua em 2010.”

Subir em um caixote para pedir votos passou a ser sinônimo de campanha popular. Os que o utilizam querem dar a impressão de que estão junto ao povo.”

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