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A campanha na blogosfera

Camila Tuchlinski

09 de agosto de 2010 | 18h47

O nosso Garganta Profunda tem cara, nome e sobrenome (Braziu.org)

“A corrupção na política brasileira se manifesta de diferentes formas, em diferentes graus e em diferentes esferas. Mas a única forma que realmente choca a população e, por consequência, desperta a atenção da imprensa para o absurdo da coisa é o roubo explícito, quer dizer, dinheiro público entrando direto no bolso do picareta. E tem que ter foto ou vídeo, claro. Sem enxergar o dinheiro, parece que ninguém se escandaliza, como prova o caso dos Aloprados em 2006, quando apenas a divulgação das imagens da grana petista deu a real dimensão da vagabundagem.

A entrevista de Gerardo Santiago, ex-diretor do Previ, o Fundo de Pensão do Banco do Brasil, à Veja, desenha em traços fortes um escândalo possivelmente mais grave do que o Mensalão. O sujeito confessa que fabricava dossiês contra adversários do governo a mando do ex-presidente do fundo, o petista Sérgio Rosa, e descreve o Previ como “um braço partidário, um bunker de um grupo do PT, uma fábrica de dossiês”. (…)

Utilizei o caso Watergate como metáfora, mas o escândalo do Previ tem sim algumas características que remontam ao episódio que culminou com a renúncia de Richard Nixon. A diferença, no caso brasileiro, é que o nosso garganta profunda tem cara, nome, sobrenome e dá entrevistas! Ou seja, em tese, a pista está mais do que livre para que uma boa investigação da imprensa demonstre, como foi demonstrado no caso Watergate, que a máquina utilizada para perseguir e chantagear adversários serve diretamente e a mando do governo – mesmo, é claro, que se camufle na burocracia partidária.”

Educação: Dilma, Serra ou Marina ? (PolíticAética)

“Qual dos três candidatos apresenta a melhor proposta para a Educação?

A discussão parece a mais importante para o futuro do país. Infraestrutura se resolve com alguns anos de investimento, mas preparar o capital humano precisa de duas ou três gerações de investimentos focados e um programa que não seja passível de mudanças ao sabor dos ventos ou dos corruptos de plantão.

E qual modelo devemos adotar? Público, privado ou misto?

(sugestão: procurem nos sites dos candidatos os programas para tema Educação)”

O escândalo dos cartões mágicos (Villas Boas Corrêa)

“A campanha eleitoral que entrou na reta de chegada, com a rodada das urnas eletrônicas para o primeiro turno em 3 de outubro, parece que subiu à cabeça do governo e da oposição, que perderam a vergonha no caminho e demonstram total indiferença pelas mais escabrosas maracutaias.

Nenhum mais didático, depois do pífio debate na TV Bandeirantes, do que a denúncia, devidamente documentada na edição de O Globo de domingo, dia 8, sobre “Os gastos ocultos da Presidência da República” . Neste ano eleitoral, como explica a matéria da terceira página do primeiro caderno, a Presidência fechou a sete chaves a caixa mais negra do que a asa da graúna, onde são guardados e escondidos os misteriosos gastos e desperdícios do gabinete presidencial com o mágico cartão corporativo, que paga todas as despesas sem dar confiança a ninguém, muito menos à desprezada opinião pública.”

Uma radiografia da eleição para o Senado (Rodrigo Vianna)

O PT adotou, nessa eleição, a tática de abrir mão de candidaturas a governos estaduais, com o objetivo de fortalecer a bancada no Senado Federal. Tática inteligente, já que o Senado (muito mais do que a Câmara) foi o grande obstáculo a Lula – com uma oposição numerosa e barulhenta. A idéia é permitir que Dilma – num eventual governo – tenha correlação de forças mais favorável no Senado.

Será que isso pode acontecer?

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