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‘Quem está em 1º não pergunta para 2º’, diz Alckmin sobre provocações de Mercadante

Armando Fávaro

29 de setembro de 2010 | 03h04

André Mascarenhas

O candidato do PSDB ao governo de São Paulo, Geraldo Alckmin, usou uma frase que atribuiu a um adversário político para explicar o motivo de ter evitado o confronto direto com seu principal adversário, o petista Aloizio Mercadante, no último debate antes do primeiro turno. “O que disse o presidente nacional do PT, José Eduardo Dutra? Quem está em primeiro não pergunta para quem está em segundo”, admitiu em coletiva após o encontro na TV Globo.

Sem confronto com Alckmin, Mercadante diz que eleitor reprova atitude de adversário

O tucano usou a insistência de Mercadante, que em quatro oportunidades incitou Alckmin a levá-lo para o confronto direto, para atacar o partido adversário. “O PT, que é um partido que procura cercear a liberdade de imprensa, quer agora restringir o direito dos candidatos de perguntar. Todos os candidatos são iguais”, criticou. Pelas regras do debate – em que o candidato que perguntava escolhia quem iria responder sem poder repetir os que já tivessem sido escolhidos –, Mercadante não teve nenhuma oportunidade de perguntar a Alckmin, ao contrário do tucano.

O candidato do PSDB também criticou o que chamou de “tabelinha” entre os candidatos para atacar as gestões tucanas à frente do governo do Estado, e desconversou quando questionado sobre a possibilidade de haver segundo turno em São Paulo. “O povo é que decide sobre primeiro ou segundo turno”, disse.

Já no plano nacional, Alckmin procurou mostrar confiança na decisão da eleição em dois turnos. “O Serra está indo bem, está crescendo e pode ser o primeiro em São Paulo”, afirmou após ser perguntado sobre a possibilidade de ser eleito no primeiro turno e, ao mesmo tempo, amargar uma vitória de Dilma no Estado.

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