Zero Hora: Wambert Di Lorenzo vence convenção e será o candidato do PSDB

Lilian Venturini

25 de junho de 2012 | 11h34

Por Zero Hora

Combalido por disputas internas, o PSDB da Capital definiu ontem — com apenas três votos de diferença — o nome do seu candidato à prefeitura de Porto Alegre.

Com apoio da ex-governadora Yeda Crusius, o professor Wambert Di Lorenzo derrotou o deputado federal e presidente estadual do partido, Nelson Marchezan Jr., depois de uma semana marcada por embates públicos e acusações mútuas.

O racha refletiu-se nas urnas: Wambert obteve 56 votos e Marchezan 53. Houve confusão. Às 17h, quando começou o escrutínio, a comissão eleitoral confirmou a contagem de 109 cédulas. Uma hora depois, ao anunciar o vencedor, corrigiu o número para 110.

Embora não altere o resultado, a indefinição irritou os defensores de Marchezan. Insatisfeita com a apuração, a advogada do deputado, Camila Tagliani, ameaçou pedir a recontagem das cédulas pela executiva nacional da sigla — o que pode ocorrer ainda esta semana.

— Queremos ter certeza de que não houve nenhum erro — disse Camila, rodeada por partidários exaltados.

Indiferente ao burburinho, Wambert já discursava para os apoiadores. Fez questão de agradecer ao adversário e dizer que não representava “grupo A ou B”. Não deixou, porém, de exaltar o governo de Yeda Crusius, que não participou da convenção. Em seguida, criticou a gestão do atual prefeito e candidato à reeleição José Fortunati (PDT), dizendo que Porto Alegre “está abandonada”, e aproveitou para alfinetar a candidata Manuela D’Ávila (PC do B):

— Em que lugar do mundo o comunismo deu certo? Garanto que não será em Porto Alegre, porque nós vamos vencer.

Nos bastidores, correligionários ligados a Marchezan colocavam em dúvida a capacidade eleitoral do professor, classificado como “um desconhecido”.

— Se ele fizer 2%, é muito. Vai ser um fiasco — disse um aliado de Marchezan.

Como se tivesse ouvido, Wambert usou os minutos finais do discurso para se defender da alcunha de “homem sem voto”. Foi aplaudido.

— Não sou messias. Não vou mudar a vida de ninguém. Mas, juntos, sei que nós podemos fazer isso. Temos chances reais de ganhar e vamos ganhar — destacou o professor, que terá Marco Pinheiro (PRP) como candidato a vice-prefeito .

Marchezan, que diz ter sido vítima de um complô liderado por Yeda, saiu sem ouvir o desafeto. Por telefone, afirmou que, se o resultado for validado, irá respeitá-lo. Mas não prometeu mais do que isso.

— A ex-governadora venceu — reconheceu o parlamentar.

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