Zero Hora: Vereador Elias Vidal deixa o PPS e fica impedido de concorrer à reeleição

Redação

23 de abril de 2012 | 18h45

Por Zero Hora

O vereador de Porto Alegre Elias Vidal, que contrariou as orientações do partido ao assinar uma CPI para investigar a administração municipal, anunciou nesta terça-feira sua saída do PPS.

No ofício entregue ao presidente municipal da sigla, deputado Paulo Odone, Vidal se diz vítima de “perseguição política” dentro da legenda. Além de assinar a instalação da CPI do Instituto Ronaldinho Gaúcho, em andamento na Câmara da Capital, Vidal rompeu com o PPS quando apoiou a CPI da Saúde, ainda sem assinaturas suficientes para ser instaurada.

— O partido me tirou a liderança da bancada, com o intuito de castrar meu espaço para me manifestar, e me impediu de participar da CPI do Ronaldinho. Não é justo. É graças a mim que a CPI existe — protesta Vidal.

Ao deixar o PPS em ano eleitoral, Vidal fica impedido de concorrer à reeleição mesmo que se filie a outro partido.

— Perdi o direito de concorrer, isso é certo. Mas não sou apegado a mandato. Estou tranquilo porque fiz o que deveria fazer — afirma o vereador.

Segundo ele, os três assessores técnicos da bancada do PPS passaram a trabalhar apenas para Paulinho Rubem Berta, que é o outro vereador do PPS. A 1ª secretária do partido em Porto Alegre, Márcia de la Torre, diz que “não procedem essas acusações de perseguição”:

— Se lutamos para que os partidos tenham comprometimento ideológico, as coisas precisam ser debatidas coletivamente. Nunca o vereador Vidal discutiu com o partido o seu apoio à CPI da Saúde.

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