O Povo: Luizianne se diz “surpreendida com o baixo nível intelectual dos candidatos” à Prefeitura de Fortaleza

Lilian Venturini

14 de agosto de 2012 | 13h47

Por O Povo

A prefeita Luizianne Lins (PT) bateu duro nos candidatos de oposição que tentam sucedê-la em 2013. Durante entrevista ao programa Contexto Geral, transmitida na noite deste domingo, 12, pela TV União, a petista reclamou do “baixo nível intelectual” de todos eles. O motivo seria a falta de conhecimento sobre Fortaleza.

“Tenho me surpreendido com o baixo nível intelectual dos candidatos. Não pela falta de inteligência, mas de conhecimento de Fortaleza. Já vi coisas absurdas nesses debates de quem não conhece essa cidade”. Para a prefeita, ou candidatos “não leram nada sobre a cidade ou querem induzir o eleitor ao erro”.

Luizianne não citou o nome de nenhum deles, mas pelo conteúdo das críticas tecidas fica fácil saber de quem se trata.

Primeiro a prefeita falou de planejamento, a principal bandeira do candidato Inácio Arruda (PCdoB). “Temos uma secretaria que faz o planejamento da nossa cidade desde o início do governo. Ficam aí falando que vão criar o Iplanfor (Instituto de Planejamento de Fortaleza). Ele já existe em lei. Estamos só implantando a sede física do órgão”.

Depois falou sobre a proposta de se chegar a 100% de integração temporal nas linhas de ônibus da Capital, ideia defendida pelo candidato Roberto Cláudio (PSB). “Isso já está previsto para começar no início de setembro”.

Sobre a criação de escolas em tempo integral, defendida por quase todos os prefeituráveis, mas principalmente por Heitor Férrer (PDT), a prefeita afirmou que, atualmente, 30 mil alunos já participam dessa modalidade de ensino.

Esbanjando ironia, desqualificou também uma ideia do candidato Marcos Cals (PSB) de se investir em pocilgas e galinheiros para complementar a renda da população. “Isso é não entender qual é a vocação da nossa cidade. E nós já descobrimos qual é o caminho para o crescimento de Fortaleza”.

A prefeita também reclamou de determinado candidato por sua “linguagem intelectual, rebuscada”, mas que também se utiliza de agressividade nas palavras. Um recado claro para Renato Roseno (Psol). “Falam de uma cidade que não existe. Esse aí dava mais certo pra governar a Lua, porque não tem ninguém morando lá. Pra governar Fortaleza tá é longe, viu?”.

Luizianne também reclamou de outro nome que passou “três anos vendo a cidade pela Internet e fica aqui querendo ser o sabido”. O único prefeiturável que passou tanto tempo longe de Fortaleza foi Moroni Torgan (DEM), por conta de uma missão religiosa em Portugal. “Falar é muito fácil. Difícil é chegar no fim do governo e mostrar mudança concreta”.

No fim, sobrou até para o Palácio da Abolição. “Jamais poderemos deixar que Fortaleza vire balcão de negócios ou secretaria de despachos do Governo do Estado”.

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