O Povo: Boataria ocupa ruas e prejudica campanhas em Fortaleza

Lilian Venturini

25 de outubro de 2012 | 10h43

Por O Povo

Sem a legitimidade da campanha oficial, mas não sem o mesmo peso, a contracampanha circula pela cidade em forma de boato. Com o acirramento da disputa voto a voto, neste segundo turno, a divulgação de mentiras e/ou a distorção de propostas vão tomando conta das ruas e surtindo efeito negativo contra os dois candidatos.

Elmano de Freitas (PT) e Roberto Cláudio (PSB) têm recorrido às inserções na televisão, panfletos, carros de som e a seus sites para desmentir os boatos e levar informação aos eleitores. Dos dois lados, as coligações garantem que não fazem uso deste tipo de campanha.

Coordenador da campanha de Elmano, o deputado Antônio Carlos, cita os panfletos que diziam que o candidato petista legalizaria o aborto. Sem assinatura, o material chegou a ser distribuído em eventos religiosos, com grande aglomeração de pessoas. “Está claro que isso não é assunto municipal e o panfleto deturpa o posicionamento do partido e do candidato”, rebateu.

Antônio Carlos menciona que a boataria sempre ataca campanhas petistas, partindo de setores conservadores. Segundo ele, os boatos também têm atacado a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula.

Para driblar os boatos, o site de Elmano tem um link chamado “Central da Verdade” onde traz esclarecimentos, rebatendo fofocas contra ele. O próprio Elmano tem aparecido em inserções na TV para avisar aos eleitores que tenham cuidado com panfletos apócrifos, destaca Antônio Carlos.

No caso da campanha de Roberto Cláudio, o presidente municipal do PSB, Karlo Kardozo, cita vários boatos que têm atacado o candidato na periferia. O principal acusa Roberto de Cláudio de querer acabar com o Bolsa Família na Capital. O coordenador da campanha, Ciro Gomes, veio a público nas inserções televisivas para tranquilizar a população e reforçar que “nenhum prefeito pode tocar no seu benefício”.

Além deste, Karlo Kardozo cita boatos sobre Roberto Cláudio querer acabar com o pré-carnaval, cobrar pedágio até de quem anda a pé, não conceder planos de cargos, carreiras e salários, fazer alterações administrativas, aumentar a passagem de ônibus para R$ 3, entre outros. “As pessoas têm se utilizado da falta de informação da população mais carente para disseminar isso”, lamentou.

Karlo Kardozo destaca que o próprio Roberto Cláudio tem aproveitado os debates para desfazer os boatos. Com carros de som, a campanha peessebista também tem se empenhado em transmitir a informação correta. A militância das coligações também têm se empenhado na tarefa.

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