O Globo: Rodrigo Maia ataca Paes e diz que há manipulação dos dados

Lilian Venturini

13 de setembro de 2012 | 13h26

Por O Globo

RIO — O candidato a prefeito do Rio, Rodrigo Maia (DEM), disse, nesta quarta-feira durante sabatina do jornal O GLOBO, que a Assembleia Legislativa do Rio “ocupou” o governo do estado com a eleição do governador Sérgio Cabral (PMDB) e fez duras críticas à política de educação e transporte do prefeito Eduardo Paes (PMDB).

O deputado federal é o terceiro entrevistado na série organizada pelo jornal com os postulantes à prefeitura. Para o democrata, Paes “não fala com a verdade” ao dizer que acabou com a reprovação automática e, que às escolas da rede municipal, há uma determinação para metas para o mínimo de aprovação na rede.

Índice de rejeição

Na última pesquisa, o senhor tem 42% de rejeição. A que atribui índice tão alto?

Não sou analista de pesquisa. Há outras pesquisas que mostram um dado diferente. Se há rejeição cabe a mim mostrar as minhas ideias, que tenho condição de ir para o segundo turno. Também faço pesquisa. E, baseado nas minhas pesquisas e agendas de ruas, não tenho dúvida de que o eleitor que tem como referência a minha história de 14 anos como deputado, como a da Clarissa, do Garotinho e do Cesar Maia, que ele estará nesta reta final sendo informado sobre quem é o candidato que representa nosso lado, as pessoas que mais precisam, os bairros que estão abandonados.

Não vinculou essa rejeição a suas propostas?

O que quero é tratar das minhas propostas. Tudo que acontece na minha eleição é responsabilidade minha. Escolhi minha candidata à vice. A campanha é de responsabilidade minha e, parte, da Clarissa. As decisões finais são sempre minhas. O senhor está desconfortável na campanha? O prefeito já foi seu aliado, e o senhor está junto de quem já foi adversário…

Estou muito confortável nesta eleição. Tenho o prazer muito grande de estar fazendo campanha com a Clarissa. Ando com ela todo o dia. Meu material tem a cara dela ao meu lado. Agora, é uma aliança menor do que a deles, claro. A política implementada no Rio de Janeiro, a partir de 2006, é uma política que, pela primeira vez, a Assembleia Legislativa assume o comando do Estado do Rio de Janeiro. A partir de 2006, com a vitória do Sérgio Cabral, a Assembleia assume o estado. E essa política de ocupação dos partidos políticos gera uma eleição de muita dificuldade para quem está na oposição. São 17 minutos de televisão contra 3 minutos e 40 segundos do segundo tempo, que é o meu. Então, claro que é uma eleição difícil, mas não tenho nenhum problema de estar ao lado da Clarissa. E não tem nenhum problema de ser o adversário do Eduardo. Não se esqueçam que quem trocou de lado, quem trocou de ideias não fui eu.

O senhor não vincula sua rejeição ao Cesar Maia e ao Garotinho?

Não me neguei a mostrar ninguém. Disse, desde o início, que o Cesar Maia e o Garotinho iam aparecer no meu programa eleitoral. Eles são partes da aliança e vão aparecer dando suporte à nossa aliança. Cesar Maia já apareceu no meu programa na área da Educação, onde os servidores o têm como referência. Garotinho vai entrar no programa falando dos projetos sociais. Mas o candidato sou eu. Não estou aqui para ser candidato terceirizado. Ninguém vota em candidato terceirizado. Vou repetir o que falei no debate da TV: Rodrigo Maia 25, Cesar Maia 25.111. São pessoas diferentes.

Mas o senhor é o candidato dele…

Não vou negar o meu passado e aquilo que o Cesar Maia acertou e aquilo que acreditamos. Que um legado importante foi abandonado pelo Eduardo, vamos tratar disso.

Por exemplo?

Já fiz um programa sobre o Favela Bairro e vou fazer um sobre Remédio em Casa. Fiz um sobre Educação voltado para os servidores, onde temos uma base eleitoral muito forte. Agora, tenho que ter minhas ideias. Seu for ficar repetindo, não precisava fazer campanha.

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