O Globo: PSDB, DEM e PV vão entrar com representações contra Cabral

Lilian Venturini

26 de julho de 2012 | 09h23

Por O Globo

RIO – Os diretórios do PSDB, DEM e do PV no Rio de Janeiro vão entrar com representações na Justiça Eleitoral contra o governador do Rio, Sérgio Cabral, por propaganda eleitoral irregular e uso da máquina no processo eleitoral. O motivo foi a declaração de Cabral durante evento realizado nesta quarta-feira em Londres, quando ele pediu votos para o prefeito Eduardo Paes, candidato à reeleição pelo PMDB. O governador do Rio viajou para participar da abertura dos Jogos Olímpicos.

O candidato tucano a prefeito, Otavio Leite, considerou o fato um “abuso de autoridade”. Ele ressaltou que o partido também vai entrar com uma representação contra Paes, pelo mesmo motivo.

– É um nítido caso de abuso de autoridade, que ofende a Lei Eleitoral. Afinal era um evento oficial do Rio, e o palanque acabou virando eleitoral, custeado pelo bolso dos cariocas. Estes abusos estão se tornando um péssimo exemplo para a nossa democracia. Estão se tornando lugar comum à postura do governo do Rio – disse Otavio.

O secretário de Assuntos Jurídicos do PV, Eurico Toledo, afirmou que as declarações de Cabral em Londres “afrontam a Constituição”. Já o DEM, por meio de sua assessoria de imprensa, informou que vai pedir na Justiça o retorno dos recursos públicos usados na viagem do governador.

O candidato pelo PSOL, Marcelo Freixo, informou que o partido não vai entrar com representação, mas vai aguardar a posição dos órgãos fiscalizadores quanto ao fato. Freixo criticou a postura de Cabral em Londres.

– Eles (Cabral e Paes) perderam completamente o limite do público com o privado. Espero que, desta vez, ele não tenha colocado guardanapo na cabeça para pedir voto – disse Freixo, se referindo a foto dos secretários do Rio durante viagem à Paris.

No entanto, o Ministério Público Eleitoral (MPE) informou que, inicialmente, não exerga irregularidades na atitude de Cabral. Segundo informou a assessoria de imprensa, só seria considerado crime eleitoral se a declaração de Cabral fosse feita antes do último dia 6, quando começou a campanha eleitoral.

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