O Globo: Leite derrapa ao falar de Velódromo e diz que vai manter programas

Lilian Venturini

21 de agosto de 2012 | 14h18

Por O Globo

RIO — O candidato tucano à prefeitura do Rio, Otavio Leite, se complicou ao responder sobre o que faria com o Velódromo da Barra da Tijuca, se eleito. O local, que abrigou competições de ciclismo no Panamericano de 2007, foi vetado pelo Comitê Olímpico Internacional para as Olímpiadas do Rio 2016 e o seu destino final segue indefinido.

Em entrevista ao RJTV 2ª edição, primeiro, o tucano defendeu a reforma do complexo esportivo, mas em seguida, ao saber do possível custo da obra, voltou atrás e disse que fará “o que for mais barato”. Ao ser questionado sobre sua participação no governo Cesar Maia, do qual foi vice-prefeito de 2004 à 2006, ele afirmou que não tinha poder.

— É evidente que é um absurdo derrubar o Velódromo. Acho que tem que recompor o Velódromo e pactuar com o Comitê Olímpico Internacional o aproveitamento desse espaço — ao saber do custo da reforma, Leite mudou o discurso:

—O que for melhor, mais barato.

Sobre a gestão Maia, disse:

— Eu era um vice ponto. E todos sabem que foi uma aliança que durante um período eu não tinha poder de mando. Jamais determinei a construção desse velódromo.

O tucano prometeu ainda manter os principais projetos em curso da atual administração como a construção dos BRTs e o programa Clínica de Família, mas prometeu mudanças na gestão:

— É preciso romper com uma prática política brasileira de fazer com que se suplanta ou combata aquilo que foi feito. O que está em curso deve ser continuado. Aquilo que é bom. Nós vamos prosseguir com as clínicas da família e com as UPAs de uma maneira diferente. Não é possível deixá-la bonitinha, mas não ter médico — disse Otávio destacando quatro propostas do seu plano de governo:

— Concurso público imediatamente. Vamos acabar com essa distorção de médico terceirizado ganhando R$ 9 mil e um concursado R$ 1,5 mil. E vamos inovar completamente trazendo as universidades de medicina do Rio de Janeiro incorporá-las a rede municipal — completou dizendo que vai fazer a migração dos terceirizados para o quadro do funcionalismo municipal.

Questionado porque no seu programa de governo não estava incluído o transporte alternativo, Leite disse que houve um erro de sua assessoria e se defendeu uma licitação do setor.

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