Jornal do Estado de Goiás: PMDB e PT afinam discursos

Redação

19 de abril de 2012 | 17h52

Por Jornal do Estado de Goiás

 

A discussão sobre a aliança entre PT e PMDB começa a ganhar contornos. Na última sexta-feira (13), as executivas das siglas se reuniram com o objetivo de expor seus planejamentos e apresentar suas demandas para selar de fato uma coligação para as eleições deste ano.

A reunião não terminou com um acerto final entre as executivas. Segundo o presidente do diretório municipal do PMDB, Air Ganzarolli, em dez dias deve haver outro encontro entre as siglas, visando um novo debate sobre os termos de uma aliança. “Acredito que até dia 10 de maio teremos isso bem definido e já vamos afunilar o debate sobre essa composição”, espera.

Já o presidente do diretório municipal do PT, Antônio Júlio, é mais cauteloso ao falar de prazos para acertar as alianças que vão trabalhar pela reeleição do prefeito Antônio Roberto Gomide (PT). Segundo ele, as discussões ainda estão sendo feitas com vários partidos que podem compor o bloco. “Temos que debater com todos, pois não podemos levar arestas para campanha. Vamos ouvir todos que já caminham e que querem caminhar com a gente”, diz. O PT já se reuniu com a executiva do PTN, PCdoB, PSB e PMDB, além de conversas com PSC e PR. Todos esses encontros devem se repetir.

Se consolidada a aliança entre PT e PMDB será a primeira vez na história que os partidos não se enfrentaram nas urnas em uma eleição municipal em Anápolis. Talvez por isso a negociação esteja tão cheia de cuidados e a discussão se estenda até o prazo limite.

De acordo com Air Ganzarolli, o desejo entre os peemedebistas de formar uma aliança com o PT está cristalizado no partido. “Creio que entre 80% e 90% dos membros queiram isso”, diz. Ele expõe que os que ainda se opõem ao apoio do PMDB ao projeto do PT desejam a candidatura própria, porém nenhum nome foi colocado de forma consistente para entrar na disputa.

Vice

Air Ganzaroli expõe que o encontro com a executiva do PT teve na pauta o debate sobre a indicação do vice que deve compor a chapa para reeleição de Antônio Roberto Gomide. Apesar de o PMDB negar que a vaga de vice seja determinante para o acerto da aliança, esse deve ser o ponto crucial para que a coligação tenha êxito ou não.

“Algumas pessoas no minha executiva pleiteiam a vice, mas eu acredito que a gente pode discutir isso e caminhar nesse sentido. Não fechamos essa questão, há o desejo, mas sabemos que é preciso ser discutido com outros partidos”, expõe Air Ganzarolli.

Antônio Júlio é taxativo ao dizer que a vaga de “vice não é problema para o PT”. Para o petista não será essa a questão que vai impedir as alianças, porém o nome tem que ser consenso de uma maioria. “Todos os partidos que estão conosco tem o direito de apresentar o vice, e chegamos à conclusão que ele será escolhido pela aliança”, comenta.

O petista revela que já recebeu algumas indicações para vice de Gomide, como o PSB que colocou o nome de Clodoveu Reis [secretário municipal] e de Sebastião Reis [presidente da sigla] como opções para compor a chapa majoritária. “Tem outros partidos que estão querendo indicar também e isso é absolutamente normal. O certo é que essa primeira conversa foi para saber bem quais as aspirações de todos”, conta.

Vereadores

A possibilidade de PT e PMDB caminharem juntos também na disputa proporcional parece nulo. Ambas as siglas possuem nomes suficientes para compor chapas completas, e só entrariam em alguma composição com o objetivo de ter mais nomes na disputa.

“A princípio o PMDB quer um partido para se aliar na proporcional que tenha uma densidade menor de candidatos. É o mesmo caso do PT”, expõe Antônio Júlio.

Air Ganzarolli considera que a aliança deveria interessar aos dois partidos, o que não é o caso. “De toda forma para discutir isso eu precisaria ouvir os candidatos, que são os mais interessados”, diz.

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