Folha do Estado: PT tenta decidir entre Ludio Cabral e Serys Slhessarenko

Redação

16 de abril de 2012 | 21h09

Por Folha do Estado

 

O Partido dos Trabalhadores (PT) que sinalizava para lançar a candidatura do vereador Lúdio Cabral a prefeito de Cuiabá, enfrenta um novo dilema interno que pode resultar em prévias, sistema em que a militância escolhe o candidato que irá representar o partido na disputa pelo Executivo. Isso porque, influenciada pelos militantes que sempre apoiaram seu projeto político, a ex-senadora Serys Slhessarenko não descarta a possibilidade de lançar seu nome para concorrer a Prefeitura de Cuiabá.

“É uma possibilidade que não está descartada. O meu grupo político tem estimulado esse projeto e estou avaliando. A decisão final será anunciada em maio”, revelou Serys.

No domingo (15), o PT dará o primeiro passo para as eleições de 2012 em Cuiabá quando serão eleitos 185 delegados do partido. Após a confirmação dos nomes, uma nova votação acontece no dia 22 deste mês. No encontro dos delegados será decidido se o PT lança uma candidatura própria ao Palácio Alencastro ou firmará aliança com algum partido da base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT). Até o momento, o PSB do empresário Mauro Mendes e o PMDB são os partidos aliados do governo federal que se movimentam para concorrer ao Palácio Alencastro.

Se a maioria dos delegados do PT optar pela candidatura própria, será aberto prazo de 10 dias para qualquer filiado registrar o pedido de pré-candidatura. A oficialização da candidatura ocorre somente em junho, com data limite para o dia 30, conforme prevê o calendário imposto pela Justiça Eleitoral.

A última vez que o PT concorreu a Prefeitura de Cuiabá foi em 2004 com o procurador do Estado Alexandre César, atual suplente de deputado estadual. Tratou-se de uma das disputas eleitorais mais acirradas de Cuiabá que culminou em um inédito segundo turno. Embora se manteve na primeira colocação das pesquisas de intenção de voto na maior parte da campanha eleitoral, o petista veio a ser derrotado por Wilson Santos (PSDB), que reverte uma desvantagem de 20 pontos percentuais em duas semanas. Em 2008, o PT se aliou ao PMDB e apoiou a candidatura do empresário Mauro Mendes, então filiado ao PR.

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