Estado de Minas: Pela segunda vez, PT remarca a data para escolher o companheiro de Lacerda

Redação

18 de maio de 2012 | 11h57

Por Estado de Minas

Foi adiado pela segunda vez, diante do impasse existente entre as tendências do PT, o encontro do partido que indicará o candidato a vice-prefeito de Belo Horizonte na chapa de Marcio Lacerda (PSB). Marcada anteriormente para o dia 20, a reunião será feita em 10 de junho. Se não houver maioria para uma decisão, a Executiva Nacional poderá intervir. Nove nomes estão colocados, incluindo o do ex-ministro do Desenvolvimento Social e Combate à Fome Patrus Ananias.

A definição do vice, um dia depois do prazo de desincompatibilização para candidatos que ocupam cargos públicos, colocará um constrangimento a mais para os secretários que pleiteiam a posição. Se quiserem continuar na disputa, os titulares da pasta de Política Social, Jorge Nahas, e de Obras e Infraestrutura, Murilo Valadares, além do procurador-geral do município, Marco Antônio Rezende Teixeira, terão de ser exonerados um dia antes. Os três teriam de voltar à posição de origem no governo federal, estadual ou na própria prefeitura, para posterior recondução, caso não sejam indicados. Na prática, essa primeira batalha favorece o vice-prefeito Roberto Carvalho, que apoia a candidatura de Luiz Gustavo Fortini Martins Teixeira, engenheiro da Sudecap que já deixou o governo e também o deputado federal Miguel Corrêa Jr.

Sem que qualquer dos pré-candidatos desista nem que nenhum dos grupos consiga a maioria, a situação no PT continua tensa. Ontem, o presidente estadual da legenda, deputado federal Reginaldo Lopes, almoçou com o presidente estadual do PSB, Walfrido Mares Guia. Enquanto o socialista garantiu que a conversa foi apenas de rotina, sinalizando vários acordos entre PT e PSB no estado, o petista reiterou o entendimento de que prevalecerá a coligação proporcional entre as legendas, mas que ela só será definida depois da escolha do vice. “Após fecharmos a coligação majoritária, os partidos vão sentar e o PT e o PSB vão discutir com as demais legendas que quiserem participar da proporcional”, afirmou Reginaldo Lopes.

É intensa a pressão não apenas dos petistas pela coligação proporcional, como também dos socialistas, em direção contrária. Há duas semanas, os vereadores do PSB e candidatos da chapa ameaçaram renúncia coletiva se houver aliança com o PT para a disputa na Câmara. Do outro lado, o vice-prefeito Roberto Carvalho anunciou que se o PSB não confirmasse a coligação, o PT não indicaria o candidato a vice. “Tem gente que está usando o impasse para a escolha do vice para gerar uma crise que não existe no PT”, reclamou Reginaldo Lopes. Insatisfeito com esse arranjo também está o PSDB, que já anunciou não aceitar que o PT, legenda que considera “secundária” na aliança, indique o vice e ainda se beneficie da coligação proporcional.

Oposição. Não apenas no campo da base aliada de Lacerda há briga por espaço na formação da chapa. Há problemas também na oposição. Ontem, a bancada estadual do PMDB aprovou, por unanimidade, um ofício que será dirigido ao presidente estadual do partido, deputado federal Antônio Andrade, requerendo apoio à pré-candidatura do deputado estadual Sávio Souza Cruz à PBH. Também se coloca como candidato da legenda o deputado federal Leonardo Quintão.

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