Estado de Minas: Patrus prevê metrô além da capital

Lilian Venturini

21 de setembro de 2012 | 15h47

Por Estado de Minas

O candidato a prefeito Patrus Ananias (PT) pretende levar o metrô de Belo Horizonte até Ribeirão das Neves e Confins. “É preciso fazer um metrô com maior dimensão metropolitana. Pensar na integração com Venda Nova e Confins”, afirmou o petista, durante videochat no Portal Uai e no site em.com.br na tarde de ontem. Patrus aproveitou para criticar seu principal oponente, o prefeito e candidato à reeleição, Marcio Lacerda (PSB), dizendo que as obras em andamento na cidade seguem em ritmo “lento e lerdo”.

Patrus se comprometeu também a concluir as obras do BRT e ampliar o modal de transporte. “O primeiro passo é melhorar o transporte coletivo que está aí. A BHTrans precisa voltar a ter papel público, de garantia de horários, limpeza dos ônibus e fiscalização”, afirmou o candidato. Foi uma referência indireta a duas declarações recentes de Lacerda. Na primeira, o atual prefeito disse que o cidadão, quando se depara com um ônibus lotado, deve esperar pelo próximo. Em outra oportunidade, Lacerda afirmou não ser possível oferecer transporte público de qualidade no horário de pico.

Outra solução apontada por Patrus é reduzir o uso de veículos particulares, mas, para isso, ele entende que é preciso melhorar o transporte coletivo. “É preciso fazer um pacto de proteger os pedestres. São quase 300 mortes por ano na cidade, sem contar aqueles que ficam com marcas permanentes. A cidade precisa facilitar a circulação de pessoas”, afirmou Patrus. Questionado sobre qual seria a diferença do seu governo com o atual, que teve a participação do PT durante três anos e meio, Patrus avalia: “A segunda diferença é a questão social. Nosso compromisso é governar para todos, em especial para os pobres”.

Uma cidade citada como exemplo pelo petista foi Barcelona, na Espanha. “Há 30 anos a violência aumentou em Barcelona e a cidade chamou os cidadãos para ocuparem as ruas. Quanto mais pessoas ocupam as ruas, mais fácil combater a violência, pois se combate na origem, com as pessoas no esporte e na cultura”, acredita Patrus.

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