Estado de Minas: Lacerda mantém ataque sem trégua contra Patrus, seu principal adversário

Lilian Venturini

30 de agosto de 2012 | 13h15

Por Estado de Minas

O prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), candidato à reeleição, atacou nessa quarta-feira a gestão do seu principal adversário, Patrus Ananias (PT). Segundo o socialista, o opositor, quando estava à frente do Executivo municipal, deixou R$ 200 milhões de contas a pagar – correspondentes a dois meses de receita – para o sucessor, Célio de Castro. O socialista afirmou que, se a Lei de Responsabilidade Fiscal estivesse valendo naquela época, o petista teria sido “penalizado fortemente”. Lacerda explicou que, de acordo com a legislação vigente, o prefeito tem que deixar recursos no último ano de governo para cobrir as contas a pagar.

O prefeito se encontrou com integrantes da Federação Brasileira de Instituições de Excepcionais (Febiex) no comitê central da campanha. Perguntado sobre a possibilidade de apoiar o senador Aécio Neves (PSDB), seu principal cabo eleitoral, à Presidência em 2014, Lacerda respondeu: “Por que não? Depende do momento, depende da posição do meu partido. Eu acho que tendo um candidato de Minas Gerais é muito difícil, depois de muitos anos, um mineiro não apoiá-lo”.

O socialista disse, no entanto, acreditar que, se as eleições presidenciais fossem este ano, a presidente Dilma Rousseff (PT) venceria o pleito, mas ressaltou que daqui a dois anos “as coisas podem mudar”. Segundo ele, Aécio Neves está se preparando para concorrer “com chance de vitória”. “É uma aspiração legítima dele e de Minas Gerais. Certamente ele terá a imensa maioria dos votos dos mineiros”, observou.

Durante a coletiva de imprensa, Lacerda anunciou que vai construir a sexta unidade do Restaurante Popular, desta vez no Bairro São Gabriel, Região Nordeste da capital. O prefeito também prometeu criar mais unidades de atendimento a consultas especializadas. Segundo ele, “as cirurgias eletivas são cirurgias não urgentes que a pessoa pode esperar”. “Mesmo em países de medicina socializada, países muito ricos como Canadá, às vezes a pessoa espera oito meses, um ano e não há nenhum dano à saúde por isso”, observou. O prefeito ressaltou que durante sua gestão foi feito um milhão de exames a mais em relação a de 2008.

Passe-livre

Lacerda se comprometeu a se reunir com os integrantes da Febiex para tentar resolver os problemas apresentados por eles, que também entregaram ao socialista propostas para o plano de governo. O prefeito cobrado pela suspensão do passe-livre (gratuidade no transporte público) concedido às crianças excepcionais assistidas pelas unidades de atendimento especializado, conveniadas com o governo do estado. Segundo a diretora de uma das clínicas, Flávia Mourão, mais de 80% das crianças tiveram o passe suspenso e, por não terem condições de pagar passagem, estão deixando de ir às consultas.

A assistente social, Cláudia Zico, reforçou que algumas famílias são barradas no momento que entram com documento para conseguir a gratuidade. Ela explicou que para ter o benefício essas famílias têm de atender critérios como renda, se a criança está matriculada na escola e se é portadora de deficiência. Cláudia ressaltou que todas as crianças atendidas se enquadram nas exigências, mas, mesmo assim, não estão conseguindo o passe. Segundo Lacerda, a prefeitura tem mais de 60 mil gratuidades no transporte público. “Isso é um custo pago pelos demais usuários. Então, o processo de seleção para dar gratuidade em função de deficiência é feito por médicos, não é feito por leigos”, justificou.

Leia mais em Estado de Minas

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.