Estado de Minas: Lacerda lamenta fim da aliança que o elegeu, mas ataca gestões anteriores

Lilian Venturini

05 de setembro de 2012 | 11h49

Por Estado de Minas

Depois das últimas semanas de embates na disputa pela Prefeitura de Belo Horizonte, o candidato à reeleição, Marcio Lacerda (PSB), amenizou ontem o clima e chegou a fazer afagos ao partido do principal adversário, o ex-ministro Patrus Ananias (PT). E mais uma vez atribuiu aos petistas o fato de hoje as duas legendas, que se coligaram em 2008, estarem em palanques separados. “Foi uma decisão do PT sair da aliança por dificuldade de formar a chapa proporcional para vereadores. Isso para mim não foi uma boa coisa, lutei pela manutenção da aliança o tempo todo, foi até um certo trauma porque você cria uma relação de afeto com pessoas que estão do seu lado durante três anos trabalhando juntos, de forma honesta, numa luta para conseguir melhorar a cidade”, afirmou.

A fala mais amistosa foi na noite de ontem, quando, em sabatina, Lacerda respondia a pergunta de um estudante da PUC Minas, onde Patrus é professor licenciado. O prefeito chegou a elogiar o deputado federal Miguel Corrêa, escolhido seu vice antes de o PT lançar candidato próprio, e a dizer que existe muita semelhança entre PT, PSB e PSDB. “Não existe aí um rompimento. Existe uma dificuldade em relação a esta eleição. Isso aconteceu em Fortaleza e Recife. Não foi algo coordenado, foram as dificuldades locais mesmo que conduziram a esse processo”, afirmou.

Apesar da cordialidade, Lacerda fez críticas. Disse que a cidade não foi feita por apenas um partido. Ele voltou a falar da falta de planejamento por parte dos prefeitos anteriores, fato ao qual atribuiu problemas como o déficit habitacional. Ao responder uma pergunta sobre moradia, Lacerda disse ter uma pesquisa mostrando que nenhum dos antecessores teve o mesmo desempenho que ele na área da regulação fundiária.

O prefeito pretende entregar seu plano de governo no dia 15, segundo ele, com centenas de ações e obras previstas para um eventual segundo mandato, baseadas na realidade da cidade. Durante caminhada no Bairro Alípio de Melo, Região Noroeste de Belo Horizonte, Lacerda admitiu dificuldades em apresentar projetos que sejam  novidade para o eleitor. “Os problemas básicos são conhecidos. Estão relacionados com o transporte, com a educação, com a saúde, com a segurança”, justificou, ressaltando que considera mais importante que a população conheça o que está sendo feito na cidade. “Os projetos de uma gestão dificilmente terminam, e precisam ter continuidade na seguinte. Nós concluímos todas as obras que estavam em andamento, que herdamos da gestão de Fernando Pimentel (PT)”, garantiu.

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