Diário de Pernambuco: No Recife, peemedebistas já cogitam aliança com o PSB

Lilian Venturini

15 Junho 2012 | 13h57

Por Diário de Pernambuco

A reapromixação dos maiores líderes políticos do estado, de um lado o governador Eduardo Campos (PSB), e do outro, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB), líder da oposição, vem animando os bastidores nestas eleições de outubro. Apesar dos caciques afirmarem que uma possível união eleitoral só deva acontecer em 2014, quando Eduardo poderia alçar o tão aguardado voo nacional dos socialistas, é neste momento que os dois partidos já começam a articular alianças. No Recife, é notório a intenção dos peemedebistas em marcha com o PSB nas eleições da capital. O partido acredita que o pré-candidato e deputado federal Raul Henry poderia ter um vice indicado pelo governador.

A articulação é negada oficialmente pelos dois lados. “Eu já dei entrevista sobre isso, falando dessa possibilidade. Mas, se referindo ao ano de 2014”, despistou Henry, ontem, na sua festa de 48 anos, que reuniu parte da “tropa de choque” do governador, os secretários estaduais recém-exonerados Danilo Cabral, Geraldo Júlio e Tadeu Alencar. Os três ficaram muito à vontade com Henry. Um deputado da Frente Popular que esteve no evento relatou que, nos bastidores, está sendo articulada uma união do PSB com o PMDB. Porém, com os peemedebistas na vice. Neste caso, Henry teria que abdicar sua candidatura.

“Neste caso, ele iria para uma secretária de governo quando essa poeira eleitoral baixasse”, comentou. A hipótese pode até soar estranha para o PMDB, que até pouco tempo figurava como um dos partidos que compõe a Mesa da Unidade, que no Recife reúne as atividades dos partidos oposicionistas contra a Frente Popular, liderada pelo novo aliado PSB.

“Nosso partido (o PMDB) está tomando muito cuidado com esta articulação. Pode não dar certo. Aí, teremos que dialogar com os partidos da oposição (DEM, PSDB e PPS). Por isso, a estratégia é o extremo sigilo. Quando a gente quer pegar uma galinha, a gente não grita xô”, brincou um cacique do PMDB.

Entre os convidados de peso de Raul Henry, estava o vice-presidente da República, o peemedebista Michel Temer. O “braço direito” da presidente Dilma Rousseff (PT) deu a entender que a aproximação dos dois partidos é algo a ser consumado “num futuro próximo”. Temer, que tem um encontro marcado hoje com o governador Eduardo Campos, o considera como uma nova liderança nacional e que a “ampliação” do espaço socialista é natural. Porém, o cacique do PMDB negou que a intenção do encontro seria discutir, também, a eleição no Recife.

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