Diário de Pernambuco: Humberto Costa e Geraldo Julio levam aliança do PT e PSB ao extremo

Lilian Venturini

26 de setembro de 2012 | 10h59

por Diário de Pernambuco

Uma coisa ficou clara no debate realizado na noite desta terça-feira (25) pela TV jornal. Depois de passado o primeiro turno, a aliança entre o PSB e o PT no estado deve ficar mais arranhada do que nunca. Ao longo dos quatro blocos do confronto, os candidatos Geraldo Julio (PSB) e Humberto Costa (PT) trocaram farpas duríssimas um com o outro, como se fossem antigos adversários políticos e não fizessem parte do governo João da Costa (PT). O clima entre os dois pôde ser percebido logo na entrada da emissora, quando a militância petista exibia uma faixa comparando à Parceria Público-privada realizada pela Compesa, empresa de esgotamento sanitário, com “Corrupção” e incompetência.

Aliados até pouco tempo, o PSB e o PT passaram a impressão para o eleitor de que a aliança entre os dois partidos em Pernambuco é apenas de conveniência, sendo permeada de muitas visões distintas sobre gestão e política. Geraldo Julio voltou a desconstruir a imagem de Humberto justamente no ponto que ele acredita ser mais forte: a saúde.

Além de já ter chamado o (agora) adversário de pior Ministro da Saúde para o Recife e igualmente pior secretário de Saúde da prefeitura, Geraldo Julio descredenciou o programa de saúde bucal criado por Humberto no Recife, dizendo que estava aquém de outros estados do Nordeste, como Teresina (PI) e João Pessoa (PB). O petista se defendeu, citando os avanços na área, tanto no Brasil, como no Recife, mas não conseguiu passar a mensagem como queria e como frisa o próprio coordenador nacional da área, Gilberto Pucca.

Humberto Costa subiu o tom e acusou o governador Eduardo Campos (PSB) de romper uma antiga aliança com o PT para se aproximar do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) que o acusou, recentemente, de coronelismo e de fazer política sem limites. Ao responder que tinha uma visão diferente da de Geraldo sobre “brigas”, lembrou todo o passado político do qual foi aliado do ex-governador Miguel Arraes e de Eduardo Campos. “Geraldo Julio tem que ter humildade. Eu briguei”. Em 1998, briguei ao lado de Miguel Arraes, em 2006, briguei ao lado de Eduardo e no ano passado, quando o ministro Fernando Bezerra Coelho, do PSB, estava sendo atacado, briguei por ele. Briguei por Pernambuco e ele (Eduardo) foi procurar uma aproximação com Jarbas Vasconcelos, que só fez atacá-lo”, disse.

Esses foram apenas alguns pontos do embate entre os dois, que terminou beneficiando o candidato do PSDB, Daniel Coelho, seguro nas respostas e com poucas escorregadas. Mendonça Filho (DEM), por sua vez, voltou a bater na tecla de que o PSB e o PT representam a mesma força política e abriu um debate sobre o argumento de “novo” tão usado por Daniel. O democrata lembrou que Daniel tem um pai que foi ex-deputado estadual, candidato a prefeito e que o próprio candidato já foi vereador e deputado.

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