Diário de Pernambuco: Candidatos do PT e DEM centram fogo em Geraldo Julio em debate

Lilian Venturini

07 de setembro de 2012 | 09h20

Por Diário de Pernambuco

No debate realizado nesta quinta-feira (6) na sede do Sindifisco entre os candidatos a prefeito do Recife, Mendonça Filho (DEM) e Humberto Costa (PT), nem parecia que os dois eram adversários políticos e de partidos tão antagônicos. Ambos discordaram em vários pontos de vista sobre gestão municipal, mas trocaram gentilezas e alfinetadas bem-humoradas que levaram a risos da plateia. Os dois ainda afinaram o discurso em um ponto: nas críticas ao prefeiturável do PSB, Geraldo Julio. Nas palavras de Humberto, Geraldo Julio é o símbolo do “oba-oba”, de uma pessoa que”fez tanto” no governo do estado que não pode sair sob o risco de a gestão parar. Nas de Mendonça, o candidato não tem opinião ou firmeza para governar a cidade.

“Uma hora ele (Geraldo) defende os viadutos (na Avenida Agamenon Magalhães). Em outra, não defende. Ele está tão em cima do muro que parece um tucano”, provocou, sob os olhares de Humberto que, esta semana, viu o presidente nacional do PT, Rui Falcão, dizer que o PSB está numa linha de rompimento com o PT e se aproximando do PSDB.

Segundo Humberto, a tentativa de comparar a presidente Dilma Rousseff (PT) com Geraldo Julio, como tentam alguns socialistas, é um equívoco. “A presidente tem história. Ela foi presa, torturada, enfrentou a ditadura militar, foi secretária, ministra. Não é um desconhecido que não sabe onde é a porta do ministério. Prefeitura não é uma aventura”, declarou o petista.

Mendonça e Humberto mantiveram um clima cordial ao longo de todo o confronto, que foi pouco prestigiado pelos servidores e levou à assessoria dos candidatos a avaliar a participação em tantos debates – alguns de cartas marcadas. Não havia sequer 50 pessoas presentes no evento, para se ter uma ideia. A maioria dos que estiveram no local era assessores dos concorrentes e jornalistas.

Depois de receber várias críticas de Mendonça pela gestão do prefeito João da Costa e do PSB por programas da prefeitura que considera assistencialista, Humberto arrematou. “Pior era no tempo do DEM, ou melhor, do PFL, que nem auxílio-moradia tinha”, afirmou o petista, recebendo um rebate do adversário na mesma hora. “O senador perdeu as condições de falar mal do PFL porque aceitou que seu suplente fosse Joaquim Francisco (ex-PFL, hoje PSB)”, acrescentou, abrindo um sorriso em Humberto.

Por meio da assessoria, o candidato do PSB, Geraldo Julio, disse que não ia se pronunciar sobre as críticas. Estava preocupado com os problemas do Recife.

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