Diário Catarinense: “O eleitor tem o direito de saber tudo”, diz Cesar Souza Junior

Lilian Venturini

23 de outubro de 2012 | 14h53

Por Diário Catarinense

Candidato do PSD à Prefeitura da Capital, Cesar Souza Junior justifica, nesta entrevista por e-mail, as denúncias feitas contra a mulher do adversário, Gean Loureiro (PMDB).

Diário Catarinense — Seu questionamento no horário eleitoral é que a mulher de Gean Loureiro foi nomeada para um cargo na prefeitura quando ele era secretário. É um ato que desabona seu adversário a ser prefeito?
Cesar Souza Junior —
 Sem dúvida. Acho isso muito grave. A sociedade não tolera mais esse tipo de comportamento. Essa prática é proibida pela lei que combate o nepotismo. Essa é a importância da eleição. O eleitor tem o direito de saber tudo sobre nós.

DC — O senhor fala, ainda, sobre os contratos da empresa de Cintia Queiroz com a prefeitura de São José e secretaria regional. Existe prova de irregularidades ou o questionamento é ético?
Cesar —
 O que mais me impressiona na gestão atual é a quantidade de escândalos produzidos ao longo de oito anos. Há dos dois tipos: desde escândalos por falta de ética até os com indícios de irregularidades, como a Moeda Verde, a Árvore de Natal, show do Bocelli, entre outros.

DC — Gean diz que o senhor está jogando sujo.
Cesar —
 O que fizemos foi trazer um ato administrativo, uma informação que tem que ser pública. Se ele nomeou a mulher para um cargo na prefeitura é porque não viu nada de errado nisso. Qual o problema em divulgar essa informação? Tentam é jogar uma nuvem de fumaça. No lugar de reclamar, deveriam explicar. Grave não é trazer assuntos particulares a público. É tratar dinheiro público como se fosse particular.

DC — Outra reclamação do candidato adversário é de que sua campanha não é de propostas, mas de ataques. O que senhor tem a dizer sobre isso?
Cesar —
 Mostrar promessas não cumpridas e desvios de conduta é ataque? Não é isso que a imprensa faz, e bem, todos os dias? Peço a ele que compare com o proponho: remédio em casa, licitação do transporte, creches no verão, Plano Diretor.

DC — Qual sua resposta ao processo que Gean pretende mover?
Cesar —
 Revelei um ato público, já divulgado no Diário Oficial. Acho gravíssimo o que estão fazendo. A data do casamento que estava no Facebook de ambos desapareceu. Depois, o texto no site oficial da campanha de Gean foi trocado. Onde se lia que são casados há seis anos, agora consta só que são casados, sem datas. Para tentar confundir e convencer que a nomeação foi antes da união.

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