Diário Catarinense: Candidatos partem para o ataque na propaganda eleitoral de Florianópolis

Lilian Venturini

10 de setembro de 2012 | 11h34

Por Diário Catarinense

Faltando 28 dias para o primeiro turno das eleições, a disputa entre os candidatos a prefeito da Capital esquentou no feriado com a veiculação de três propagandas na TV feitas pela coligação Por uma Cidade mais Humana, do candidato a prefeito Cesar Souza Junior (PSD).

Nos vídeos, um locutor ataca a candidata do PCdoB, Angela Albino, questionando sua atuação como deputada estadual a partir de dados retirados do site da Assembleia Legislativa e do portal Transparência Brasil.

Os vídeos viraram assunto nas redes sociais, com diversos comentários sobre a dificuldade em se descobrir a autoria dos ataques — só é possível ver o nome da coligação de Cesar em letras pequenas.

Pelo Twitter, Angela deixou dois recados. “E começou a baixaria”, escreveu. Em seguida, disse: “quem está convicto do que e como faz, não se esconde. Desprezo covardes”.
Em resposta, a coligação da candidata comunista entrou com 14 representações durante o final de semana pedindo direito de resposta e a retirada das propagandas do ar. Segundo o advogado Mauro Antônio Prezotto, foi feito o pedido para que as propagandas fossem identificadas corretamente e, no domingo, foram protocoladas duas representações para proibir a exibição dos vídeos até que a situação seja regularizada.
— O candidato partiu para o ataque porque está desesperado — diz Prezotto.
No sábado, após receber 12 representações, o juiz Hélio David Vieira Figueira dos Santos, da 12ª Zona Eleitoral, pediu aos advogados que decidissem qual o objetivo das queixas. Em seu entendimento, é impossível conceder direito de resposta e retirar a propaganda do ar ao mesmo tempo. E pediu que a propaganda aumente o tamanho da letra para que o nome da coligação seja identificada com facilidade.
— Se há direito de resposta não cabe invocar a proibição da propaganda que possa degradar ou ridicularizar o candidato. E não pode ser diferente porque o direito de resposta pressupõe ofensa capaz de autorizar o desmentido a informação correta que, portanto, tem qualificação outra que degradar ou ridicularizar o candidato —, explicou.
Em nota, a assessoria de imprensa de Cesar salientou que deve continuar a exibir os vídeos, aumentando o tamanho da letra onde consta o nome da coligação, e que as inserções não seriam uma estratégia de ataque, e sim, de defesa.

— A coligação da candidata há semanas vêm dizendo no rádio, principalmente, coisas negativas a respeito de representantes da coligação Por uma Cidade Mais Humana. O questionamento sobre as 42 faltas é legítimo, já que não se trata de uma mentira.

O candidato do PMDB, Gean Loureiro, também partiu para o ataque com uma propaganda contra Cesar Souza Júnior. Para Gean, o vídeo em que uma apresentadora critica falas de Cesar no caso do projeto do Defeso da Bacia do Itacorubi é uma forma de esclarecer o eleitor.

— Não estamos atacando, estamos mostrando a realidade dos fatos. E não estamos nos escondendo — diz Gean.

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