Bem Paraná: Curitiba tem a terceira maior previsão de gastos de campanha para prefeito, com R$ 71,15 milhões

Lilian Venturini

19 de julho de 2012 | 10h42

Por Bem Paraná

A disputa pelas prefeituras das capitais brasileiras nas eleições municipais deste ano pode custar até R$ 1,26 bilhão, segundo previsão de gastos apresentada pelos 194 candidatos à Justiça Eleitoral. Os dados são do Tribunal Superior Eleitoral. Curitiba aparece com a terceira maior estimativa de despesas de campanha, atrás apenas de São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG). Os oito candidatos registrados para a corrida sucessória na Capital paranaense, prevêm junto ao TSE que podem chegar a gastar até R$ 71,15 milhões, o que equivale a mais de R$ 60,00 por voto, considerando que a cidade tem 1.185.556 eleitores aptos a votar.

De acordo com a Lei das Eleições, o Congresso Nacional tinha prazo até 10 de junho para fixar, por lei, os limites de gastos de campanha para os cargos em disputa nas Eleições 2012, no caso prefeito, vice-prefeito e vereador, observadas as peculiaridades locais. O dia 10 de junho marcou o início do período de realização das convenções partidárias para a escolha de candidatos e definição de coligações. O prazo para as convenções terminou no dia 30 de junho.

Como não houve elaboração de lei específica para fixar esses limites, a partir do dia 11 de junho foi permitido a cada partido estabelecer o limite de gastos de campanha para os cargos em disputa e comunicá-lo à Justiça Eleitoral nos pedidos de registro de seus candidatos. Cabe à Justiça Eleitoral dar ampla publicidade a essas informações.
Os 12 candidatos que solicitaram registro para disputar a prefeitura de São Paulo (SP) preveem gastar 341,5 milhões no máximo. Isso significa um gasto de cerca de R$ 39,00 para cada um dos 8,6 milhões de eleitores da capital paulista, 30% a menos do que o previsto em Curitiba.

Os oito que pediram registro para concorrer a prefeito de Belo Horizonte (MG) estimam gastos totais de até R$ 80,7 milhões. Como a capital mineira tem 1.772.227 eleitores inscritos, isso significa um gasto de R$ 45,50 por voto.
Estimativa — Essas valores, porém, não significam que os candidatos obrigatoriamente deverão gastar toda a verba prevista. É que pela legislação eleitoral eles são obrigados a apresentar um limite máximo para a campanha, que pode ou não ser cumprido.

Caso o gasto seja maior do que o previsto, eles estão sujeitos a multas. Por isso, a maioria acaba prevendo um valor acima do necessário, para garantir uma margem de manobra na disputa. Além disso, eles podem ainda requerer um aumento do limite durante a campanha, desde que justificada e autorizada pela Justiça Eleitoral.
Em Curitiba, o prefeito Luciano Ducci (PSB), previu um limite de gastos de R$ 23,4 milhões;  Ratinho Júnior (PSC) de R$ 18 milhões; Gustavo Fruet (PDT) de R$ 16 milhões, e Rafael Greca (PMDB), de R$ 10 milhões. Alzimara Baellar (PPL) estimou suas despeas em R$ 500 mil; Bruno Meirinho (Psol), em R$ 250 mil e Avanilson Araújo (PSTU), em R$ 100 mil.

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