A Gazeta: Os chefões que estão na campanha de Vitória

Lilian Venturini

13 de agosto de 2012 | 10h02

Por A Gazeta

Para uma campanha ganhar adesão e ser bem sucedida ela precisa de uma boa estratégia de ação. Onde os candidatos estarão a cada dia, quais serão os principais pontos do programa de governo e até mesmo o material de divulgação que será distribuído pela cidade: tudo isso passa pelas mãos do coordenador de campanha.

Em Vitória, os três candidatos que estão na ponta da disputa à prefeitura têm à frente de suas grandes equipes chefes que orientam as tomadas de decisão. Uma dessas figuras é Alcemir Pantaleão, mente por trás das ações de Iriny Lopes (PT). Filiado ao partido há seis anos, ele acredita que equilíbrio é fundamental para entender esse momento de campanha. “Isso porque todas as questões passam pela coordenação geral, sejam as ligadas à infraestrutura, às políticas ou às discussões relativas ao programa de governo”, explica.

O papel de organizador geral, para Pantaleão, tem mais a ver com o pensar nos rumos que a campanha toma do que o ato de delegar tarefas. Deve-se perceber se as ações estão indo contrariamente ao modo de governo proposto pelo partido. “Nossa frente hoje é de centro-esquerda e não permitirei nenhum encaminhamento que fuja a esse perfil”.

Visão

Esta visão ampliada do quadro da campanha e do contexto geral da disputa é fundamental para a função exercida pelos coordenadores, como explica Lenise Loureiro, que atua na candidatura de Luciano Rezende (PPS) e é filiada ao partido há 20 anos. “Desde a parte burocrática e documental, passando pela logística e organização”, descreve.

Nesse exercício de expandir os horizontes, cabe ao chefe de campanha saber lidar com as diversas cabeças que fazem parte da equipe, como comenta o Luiz Fernando Mello Leitão, coordenador e marqueteiro do time de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), há 18 anos militante da sigla. “São pessoas com formações e de universos diferentes e o coordenador faz esse trabalho de meio de campo entre eles. É importante integrá-los para que trabalhem juntos”.

Missão de dar uma “cara” à campanha

Nas mãos do coordenador, o jogador de xadrez das eleições, a missão de orquestrar todas as ações para dar uma “cara” à campanha.

Com a tônica da sustentabilidade, da interatividade e das novas mídias, Luiz Fernando Mello Leitão pretende fisgar votos para Luiz Paulo (PSDB), principalmente da juventude. “Teremos web comícios, transmitidos pela internet e lançamos um concurso para as pessoas enviarem fotos da cidade que poderão ser utilizadas nos nossos programas de tevê”. Essas ações, diz  Leitão, visam a buscar uma “proximidade com o eleitor”. O objetivo é o mesmo de Alcemir Pantaleão, cujo plano de ação inclui uma estratégia mais intimista. “Queremos nossa candidata falando de forma humanizada com os cidadãos”, diz ele, que elabora uma campanha para além dos atos de alcance macro.

Já Lenise Loureiro explica que a campanha de seu partido é calcada na ideia de mudança. “Temos trabalhado diversas formas de mobilização para chegar junto ao eleitorado e mostrar a possibilidade de alternância”, destaca.

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