Fila do serviço médico da rede municipal de SP tem 661 mil pedidos

fernandogallo

18 de janeiro de 2013 | 16h32

Era uma senhora caixa-preta. A Prefeitura de São Paulo há muito se recusava a divulgar o tempo médio para consultas e exames na rede de saúde pública. O Públicos tratou deste assunto em agosto do ano passado. Felizmente, a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) liberou os dados, que viraram esta reportagem abaixo da repórter Talita Bedinelli publicada nesta sexta-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.

Agora se sabe, por exemplo, que as especialidades em que o atendimento mais demora são proctologia, gastroenterologia, alergia e imunologia. Agora, com os dados em mãos, a sociedade sabe exatamente o que está acontecendo e pode cobrar ações mais específicas da Prefeitura. Agora um debate ainda mais detalhado pode ser feito entre sociedade e Estado.

Ainda na época da transição, Haddad prometeu cumprir integralmente a Lei de Acesso à Informação. Está cumprindo.

(Fernando Gallo)

Fila do serviço médico da rede municipal de SP tem 661 mil pedidos

TALITA BEDINELLI
DE SÃO PAULO

Um paciente que chegar a uma unidade de saúde municipal de São Paulo com queixas de fraqueza nas pernas e dor lombar deverá demorar ao menos 35 meses para descobrir as causas do problema e começar a tratá-lo.

É esse o tempo médio de espera para se realizar um eletroneuromiograma, capaz de fazer o diagnóstico de problemas nos nervos e músculos.

O exame é o que mais demora para ser realizado na cidade e tem 9.876 pessoas na espera para fazê-lo.

Os dados são de um levantamento solicitado à prefeitura pela Folha. O pedido, feito por sete meses, só foi liberado quando a reportagem acionou a Lei de Acesso à Informação –que obriga o poder público a divulgar dados.

Eles mostram que havia 660.840 pedidos de consultas, exames ou cirurgias na fila de espera dos equipamentos de saúde municipais em outubro de 2012, últimos dados disponíveis, segundo a Secretaria Municipal da Saúde.

Só para realizar uma ultrassonografia transvaginal, para o diagnóstico de câncer no ovário, eram 72.517 pedidos.

A íntegra da reportagem você lê aqui.

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