EUA e Reino Unido: exemplos de sites de dados abertos

fernandogallo

28 de fevereiro de 2012 | 07h30

Ontem falamos aqui do Portal de Dados Abertos que o governo brasileiro pretende lançar em abril.

Fora do Brasil já há diversas iniciativas semelhantes em diversos países. Há duas – Estados Unidos e Reino Unido – que são consideradas por especialistas exemplos a serem seguidos por outras nações.

Com uma frase curta – “Empoderando as pessoas” -, a Casa Branca diz a que vem o site de dados abertos do governo americano.

A página britânica também faz seu chamamento: “o governo está disponibilizando informação pública para  ajudar as pessoas a entenderem como o governo funciona e como as políticas são desenvolvidas. Tornar esses dados disponíveis significa que será mais fácil para as pessoas tomarem decisões e sugerirem políticas governamentais baseados em informação detalhada”.

No data.gov e no data.gov.uk, respectivamente, Estados Unidos e Inglaterra disponibilizam milhares de bases de dados em estado bruto – são 3.800 no site americano e 8.000 no britânico -, separam os dados por órgão governamental e têm ambos um eficiente mecanismo de busca.

O gabinete do primeiro-ministro David Cameron, por exemplo, disponibiliza 42 bases de dados. Um delas informa os presentes recebidos e dados pelo governo inglês; datas e locais de encontros de Cameron e ainda pessoas ou organizações com as quais o primeiro-ministro se reuniu. O departamento de Transporte, por sua vez, disponibiliza 160 bases, dentre as quais a que mostra diversas contagens a respeito do tráfego nas estradas do país.

O governo americano disponibiliza informações tão diversas quanto sobre terremotos e tsunamis ocorridos nos últimos sete dias, estatísticas sobre o estado civil de integrantes das Forças Armadas e pesquisas sobre o consumo residencial de energia nos Estados Unidos.

Os dois sites abrigam ainda centenas de aplicativos, elaborados por desenvolvedores, que cruzam as informações disponíveis e disponibilizam, por exemplo, mapas com estatísticas de por rua, ou o horário do próximo ônibus que vai parar no ponto mais próximo de você em Londres.

(Fernando Gallo)

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