Um doente, duas armas, 33 mortos

Estadão

19 Abril 2007 | 20h16

Estou aqui em Blacksburg, Virginia, desde terça-feira. Peço desculpas pela demora em postar, mas, como vocês devem imaginar, está uma correria.

Mais uma vez, um estudante atacou uma escola americana. Desta vez, foi um coreano americano, que matou 32 pessoas e depois se suicidou na universidade Virginia Tech.

Pelas ruas da pacata Blacksburg, pelas alamedas do campus da Virginia Tech, perto dos sombrios prédios neo-medievais da universidade, perguntas reverberam…..será que a universidade deveria ter expulsado Cho depois que ele foi interrogado por assediar duas meninas em 2005? a VT deveria ter monitorado se a condição mental de Cho estava melhorando, e se ele estava indo às sessões de análise depois de ter sido internado na clínica?

Mas afinal, como prever em que momento um menino esquisito se transforma em um doido e sai matando gente?

Espero que algumas dessas perguntas sejam respondidas. E espero (sei, porém, que é uma esperança vã) que mais esse massacre leve a alguma mudança na legislação de controle de armas por aqui (sem, no entanto, argumentar que essa foi a única causa da tragédia).