Globalização democrática

Estadão

27 de setembro de 2006 | 18h39

Em seu novo livro, Making Globalization Work, o prêmio Nobel e polemista Joseph Stiglitz defende uma globalização com “safety nets”, isto é, redes de segurança para amparar a grande parcela das populações que sai prejudicada pelo fenômeno. Stiglitz argumenta que, ao contrário do apregoado, muita gente sai perdendo com a globalização (funcionários perdem seus empregos, salários da classe média vão baixando) e essas pessoas precisam de apoio, no chamado modelo escandinavo. Da maneira em que funciona hoje em dia em muitos países,a globalização não é democrática, afirma o economista. Stiglitz especificamente usa o exemplo Ásia versus América Latina. Ele compara o sucesso econômico da Ásia, que manteve distância do Fundo Monetário Internacional e suas recomendações, com a instabilidade econômica e desigualdade crescente da América Latina, onde as políticas do Consenso de Washington foram seguidas à risca.

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