Sobram cérebros e computadores, agora só falta ter água potável

Estadão

31 de agosto de 2006 | 11h32

Hyderabad, capital do Estado de Andhra Pradesh, aqui na Índia, é um centro mundial de indústrias farmacêuticas e de tecnologia. Visitei hoje a Satyam, uma das chamadas Big Four de TI indianas(as outras são Wipro, Infosys e Tata Consultancy Services). A Satyam tem 30 mil funcionários, sendo 85% engenheiros ou programadores, está em mais de 50 países e fatura US$ 1 bilhão. O campus da Satyam (sim senhor, é chamado de campus e é igualzinho a uma faculdade Ivy League dos EUA)é maravilhoso, tem até zoológico. “Trabalhar em um ambiente agradável, bonito, com muito verde, aumenta a produtividade dos nossos funcionários”, explica o diretor de marketing da Satyam.
Pena que, saindo desses parques tecnológicos, o mundo seja bem diferente. Uma notícia no jornal The Hindu nos informa que ainda vai levar 10 anos para que todos os habitantes da cidade de Hyderabad tenham água potável todos os dias. Segundo o secretário de administraçao da cidade, Hyderabad nao tem recursos suficientes para fazer o investimento na infra-estrutura.
Passando pelas estradas caóticas, outdoors oferecem ventiladores de teto à prova de falta de luz (devem ser movidos a pilha, imagino eu). Os blecautes são comuns, ent’ao muitas lojas têm um mini-gerador na porta.