Fome chinesa por matérias-primas

Estadão

23 de agosto de 2006 | 16h31

O acordo Chile-China é mais um lance da estratégia chinesa de assegurar fornecimento de matérias-primas. No caso, o principal objetivo chinês era garantir o suprimento de cobre do Chile, que é o maior produtor mundial. O país vem fazendo a mesma coisa com vários outros países ricos em recursos naturais. Angola vive um mini-boom graças a investimentos chineses no país, que entraram no pacote do acordo petrolífero.A presença chinesa em Luanda, capital da Angola, já é muito evidente, me disse um angolano.

A penetração chinesa também é crescente em outros países da África, com o objetivo de garantir o fornecimento de petróleo. Para garantir suprimento de carnes, minérios, e outros produtos, o país negocia acordos com a Austrália.

A idéia de aproximação com o Brasil – lançada durante a visita do presidente Hu Jintao ao nosso País, em 2004 – também tinha o mesmo objetivo. Chineses queriam assegurar o fornecimento de minério de ferro, soja, e outras matérias-primas. Mas os prometidos investimentos chineses no País, com poucas exceções, não saíram do papel.

Uma interessante análise da Economist Intelligence Unit contextualiza o acordo Chile-China