"Rehab", também conhecido como panacéia

Estadão

21 Fevereiro 2007 | 01h12

Panacéia, seu nome é “rehab”. A neo-calva Britney Spears acaba de se internar em um “rehab”. A Lindsey Lohan, depois de algumas bebedeiras homéricas, também foi bater cartão num desses estabelecimentos para recuperação de viciados.

É fatal. As atrizes começam a cair muito na balada, são fotografadas bêbadas (com ou sem calcinha), e logo seus agentes providenciam uma internação no “rehab” para “rehabilitar” pelo menos a reputação das mocinhas.

Sim, porque ultimamente, “rehab” serve para reabilitar tudo. Seu problema é paquerar estagiários no Congresso, como o deputado Mark Foley? Rehab pra você. A questão é chamar seus colegas de elenco de homossexuais, usando termos politicamente incorretos, como o ator da série Grey’s Anatomy? Rehab pra você também.

Mas que fique bem claro: não estamos falando de instituições com acomodações espartanas, que pregam o ascetismo como forma de se libertar dos vícios. O rehab desse pessoal tem spa, creminhos da Occitane, visitas de dermatologista para um Botoxzinho. Eles têm direito até a sair na balada, desde que acompanhados por uma “babá” desses rehabs light.

Também, ninguém é de ferro. Parar de beber, parar de xingar, perder a balada e ainda ficar mal instalado?
Nem pensar. Prefiro raspar a cabeça.