Reavaliando o legado de W.

Estadão

17 de agosto de 2008 | 19h18

Com o final do turbulento mandato de George W Bush se aproximando, está saindo uma série de reportagens e ensaios sobre o legado do presidente. Que seu governo foi um dos piores da História, é ponto pacífico – ainda que W. acredite que a história irá vingá-lo, como fez com Harry Truman. O índice de aprovação de Bush continua abaixo dos 30%.

Mas os chamados pundits estão apontando para as realizações (são poucas, é verdade) do governo Bush. Sua iniciativa de combate a Aids na África é motivo de elogios unânimes, por exemplo. Farid Zakaria, editor internacional da Newsweek, aponta na última edição da revista que a maioria das políticas equivocadas de Bush foram adotadas no primeiro mandato – e que o segundo mandato até que trouxe uma série de medidas razoáveis, como o impulso final por diplomacia em vários pontos do globo (vide Coréia do Norte).

O neocon Bob Kagan, na próxima edição da Foreign Affairs,lembra o fato nada trivial de que os EUA não foram alvo de nenhum ataque terrorista depois da tragédia de 11 de setembro de 2001. Se isso é mérito das políticas de Bush, aí já é motivo de controvérsia.

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