O "julgamento Scopes" redux

Estadão

17 de janeiro de 2007 | 23h19

Está certo que a maioria das estatísticas é enganosa. Como disse o Joelmir Betting (se não me engano foi ele), o consumo per capita de frango pode ser um, mas o rico come dois frangos e o pobre nenhum.

(Foi ele que falou isso? minha memória está péssima…estou com mal de Eisenhower, como diz um amigo…)

De qualquer forma, queria dizer que algumas pesquisas são fantásticas. Jon D. Miller, da Michigan State University, pesquisou a aceitação da teoria da evolução em 34 países. O resultado: os Estados Unidos só perdem da Turquia em relação ao número de pessoas que não acredita na teoria de Darwin.

A Islândia tem o maior número de “darwinistas” – 85% aceitam a teoria. O país da Bjork é seguido pela Dinamarca (83%), Suécia (82%), França (80%) e Japão (78%).

Nos EUA, só 40% das pessoas acreditam na evolução das espécies. Na Turquia, são 27%. (Brasil e outros países da América Latina não foram incluídos no estudo)

Na supercatólica Itália, 69% aceitam o darwinismo.

Seria curioso, se não fosse triste, saber que vários Estados americanos, em pleno século XXI, tentam substituir o ensino da teoria da evolução de Darwin pelo criacionismo (Bíblia) nas aulas de ciências. O Kansas é um dos Estados que está injetando religião em suas aulas de biologia.

Parece até que foi ontem que o professor John T. Scopes foi preso porque ensinou as idéias básicas da teoria de Darwin em uma escola do Tennessee.

Mas foi em 1925.

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