O espanta-pombos

Estadão

15 de setembro de 2006 | 11h03

O indiano Ramniwas Prajapat, de 20 anos, é um espanta-pombos. De segunda a sábado, ele passa mais de oito horas à beira da piscina de um hotel cinco estrelas, espantando pombos com uma bandeira. Sua função é evitar que um pombo desavisado suje a água cristalina da piscina com jacuzzi ou incomode algum dos hóspedes.

Foto: Karin Dauch

Já faz cinco anos que Ramniwas trabalha como espanta-pombos aqui na cidade de Jaipur. Ele ganha US$ 55 por mês. “Se não trabalhasse aqui, ganharia só US$ 35 em alguma loja da cidade”, diz. Ramniwas sonha em subir na carreira dentro do hotel. “Eu observo os garçons, aprendo com eles; um dia gostaria de ser um supervisor aqui.” A diária no hotel custa a partir de US$ 350.

A Índia precisa criar 10 milhões de empregos por ano para absorver a mão-de-obra que está entrando no mercado de trabalho. O governo estima que haverá 37 milhões de desempregados em 2012.

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