"O amor é estranho. Espere até ver meus pés. Mulher, 34 anos"

Estadão

03 Fevereiro 2007 | 23h18

“Se você pagar pelo jantar, isso não quer dizer que eu vá transar com você. Mas eu provavelmente vou transar com você de qualquer jeito.”

“O romanceu morreu. Minha mãe também. Homem, 42 anos, herdeiro.”

“Cite seus dez CDs favoritos…só quero saber se vai valer a pena ficar com alguma coisa depois que a gente terminar. Homem prático, que pensa longe, 35 anos”

“Já me divorciei de homens melhores que você. E já usei sapatos mais caros do que esses. Portanto, não pense que este anúncio no jornal é o ponto mais baixo a que cheguei. Mulher sensível, 34 anos.”

“Homem baixo, gordo e feio, de 53 anos, procura mulher míope com enorme apetite sexual.”

“O amor é estranho. Espere até ver meus pés. Mulher, 34 anos, usa sapatos de forma larga.”

Todo o humor cáustico dos ingleses em uma compilação dos anúncios homem procura, mulher procura, do London Review of Books. O livro “They call me naughty Lola, personal ads from the London Review of Books” (Sou conhecida como Lola travessa) é absolutamente hilário.

Depois de ler este livro, todo mundo vai pensar duas vezes antes de fazer declarações de amor piegas. Por que ser meloso, afinal, quando se auto-depreciar é tão mais divertido?

Como já disse Fernando Pessoa (ou melhor, seu heterônimo Álvaro de Campos), “todas as cartas de amor são ridículos”.

Pois bem, nem todos os anúncios amorosos são ridículos. Alguns são bem divertidos