Mini-saia Papanicolau e estupro no Second Life

Estadão

24 de janeiro de 2007 | 20h37

Estou em Miami para acompanhar as audiências da Bispa Sonia Hernandes e seu marido. Em meio ao entra-e-sai de tribunais e conversas com advogados, não pude deixar de notar: o verão 2007 promete.

Eu nunca vi umas mini-saias tão curtas. Um amigo meu cunhou a expressão perfeita – são as mini-saias Papanicolau. Em todos os lugares de Miami, mulheres circulam com as menores mini-saias já vistas no planeta. Outro amigo, que mora há cinco anos por aqui, garantiu – está certo que Miami é a capital do hedonismo, mas não é sempre assim. Portanto, é oficial – trata-se de uma moda nova.

Elas não podem se abaixar, movimentar e não pode ventar, porque correm o risco de um espetáculo de mau gosto a la Lilian Ramos. Ou, pra ser mais atualizada, Britney Spears. Digo isso sem preconceitos – gosto de minissaia, só não do tipo ginecológico.

Futilidades à parte, a febre do Second Life corre solta por aqui. Para quem não sabe, trata-se de um site onde as pessoas podem levar uma vida virtual paralela, por meio de avatares, e fazer de tudo – desde abrir negócios até dar entrevistas.

E, aparentemente, sofrer uma tentativa de estupro. Uma bilionária virtual do setor imobiliário, Anshe Chung, foi perseguida por uma gang de “falos” voadores em um forum do Second Life.

Ailin Graef, nome real do avatar Anshe Chung, participava de um evento patrocinado pela CNET, dentro do mundo virtual do Second Life, quando vários bonequinhos em forma de pênis começaram a persegui-la.

Esse ataque é feito por meio de um programa de computador que cria objetos em série….seria como spam, mandando várias mensagens para atravancar sua caixa postal. As pessoas que lançam esse ataques são chamadas de “griefers”.

Realmente, não falta mais nada – mini-saia Papanicolau, estupro virtual…..

PS – Agradeço ao meu amigo Marcos Fontes, advogado que está morando em São Francisco, pela dica sobre a loucura que está rolando no Second Life

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