Psico-bobagem de John Edwards

Estadão

09 de agosto de 2008 | 12h53

É o caso clássico da emenda pior do que o soneto. Já é horrível o suficiente alguém trair a mulher que está com câncer. Agora a explicação do John Edwards, ex-candidato à presidência, vai entrar para os anais das frases mais infelizes da História.

Primeiro, na entrevista que ele deu de manhã para a ABC News, Edwards fez questão de dizer que “não amava” a cineasta com quem teve um caso em 2006. Ah bom. Então tudo bem. Como se isso aliviasse alguma coisa.

A tal Rielle Hunter, 44 anos, é uma mistura de Camilla Parker-Bowles com Madame Min. OK, talvez um pouquinho melhor. Mas mesmo assim, dez a zero para a Elizabeth Edwards.

Bom, aí veio o golpe de misericórdia. Fiel ao estilo contrito dos políticos pecadores, Edwards divulgou uma nota de arrependimento.

“Ao longo de várias campanhas, eu comecei a acreditar que era especial e me tornei cada vez mais egocêntrico e narcisista. Se você quiser me bater, vá em frente. Você não pode me punir mais do que eu já fiz.”

Socorro. Psico-bobagem de quinta categoria e muito mais informação do que qualquer pessoa precisava. Ou como se diz por aqui – TMI (too much information) ou TFS (Thanks for sharing).

Bom, digamos que qualquer esperança do John Edwards de ser vice do Obama já era. Também não haverá nem uma vaguinha de faxineiro no gabinete do democrata, caso ele ganhe. E na convenção, Edwards não será convidado nem para debater a última moda em cabelos, sua especialidade.

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