Madame Silva goes to Washington

Estadão

25 de abril de 2010 | 22h13

Marina Silva acaba de ganhar um cabo eleitoral de peso. James Cameron, diretor do filme Avatar, disse ontem que está disposto a fazer campanha para candidata. “Eu definitivamente faria campanha para ela, a apoiaria e faria o que fosse necessário para ajudar”, disse o diretor do filme que teve a maior bilheteria já registrada no mundo, quando eprguntei se ele faria campanha para Marina. Cameron e sua mulher, Suzy Amis, reuniram-se com Marina em um hotel em Washington, a pedido do diretor. Os dois haviam se conhecido no Brasil e o diretor canadense pediu para conversar mais longamente com a senadora. “Somos grandes fãs de Madame Silva, seus projetos são muito alinhados com nossas políticas”, disse Cameron.
O diretor canadense disse que vai voltar ao Brasil para filmar documentários em 3D com os caiapós. Cameron disse ter criado uma “ligação pessoal” com índios no Brasil. Ele disse que vai continuar seu trabalho de conscientização sobre os problemas indígenas brasileiros. “Não quero me imiscuir na política brasileira, mas acho que muitas dessas questões são globais”.
À tarde, Marina fez um discurso rápido no show de comemoração dos 40 anos do Dia da Terra, no National Mall. Ela foi apresentada co9mo “a heroína da floresta”. “Sou Marina Silva, da Amazônia, Brasil”, disse a senadora em português. O público não entendeu muita coisa, porque o intérprete ao lado de Marina engasgou algumas vezes e deixou de traduzir vários trechos.
Nos intervalos de sua agenda agitada em Washingotn, Marina disse que queria aproveitar para visitar papelarias e comprar algumas lapiseiras. A candidata tem xodó por lapiseiras. “Como só escrevo a lápis, é fundamental”, disse Marina. “Outro dia o Millor Fernandes fez um artigo lindo, dizendo que o lápis é um computador perfeito, com a borracha você deleta e com a ponta faz a digitação; quando li isso, eu disse: encontrei meu libertador.”

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