Kim Jong Il e o seqüestro de Megumi Yokota

Estadão

04 Dezembro 2006 | 00h01

“Seqüestro: a história de Megumi Yokota”, um documentário que acaba de estrear aqui nos Estados Unidos, é um dos grandes filmes deste ano.

O filme conta história do rapto da japonesa Megumi Yokota, em 1977, quando ela tinha 13 anos. Megumi, assim como 17 outros jovens japoneses, foi seqüestrada por espiões da Coréia do Norte. Os jovens ficavam presos na Coréia do Norte para ensinar espiões do país a “serem japoneses” – falar japonês, agir como legítimos japoneses, nos mínimos detalhes – para que eles pudessem se passar por japoneses em missões terroristas.

Foram mais de 20 anos até que se descobrisse o que tinha acontecido a esses jovens, até que o governo de Pyongyang admitisse os seqüestros, durante uma missão diplomática do ex-primeiro ministro japonês Junichiro Koizumi ao país.

Mas o destino destes jovens está envolto em mistério até hoje – alguns morreram em circunstâncias estranhas, outros foram devolvidos e, no caso de outros, as explicações não batem. Não vou contar mais para não estragar.

O documentário, dirigido pelo americano Chris Sheridan e por sua mulher, a canadense Patty Kim, tem como produtora executiva Jane Campion, do premiado O Piano. O documentário ganhou vários prêmios.