A hora e a vez do tártaro aéreo

Estadão

16 de agosto de 2006 | 19h42

Não se trata de preciosismo higiênico. Viajar 36 horas sem poder escovar os dentes não é trivial.

Estou prestes a embarcar para a Índia, via Heathrow Airport de Londres, e já me preocupo com as provações sanitárias pelas quais vou passar.

malinha

Com todas essas novas medidas antiterrorismo, adotadas desde que a polícia britânica impediu o atentado das bombas líquidas, viajar de avião se tornou quase insalubre. Quer escovar os dentes? não pode levar pasta. Nenhum item de higiene de consistência pastosa, líquida ou intermediária será admitido na mala de mão.

Por outro lado, está aí uma oportunidade de negócios. Vão prosperar empresas que lançarem batons, pastas de dentes e hidratantes desidratados – tipo comida de astronauta.

Sem falar que será impossível fazer aquela malinha de emergência, com uma muda de roupa, para a eventualidade (bastante comum) de ter sua bagagem extraviada. Só vão admitir a bordo dos vôos uma única pequena maleta, nas dimensões de um lap-top. E só.

Como da última vez que fui pra Índia perderam minha mala (e passei 10 dias fazendo entrevistas de bata indiana e outros figurinos locais), estou um pouco preocupada. E pensar que eu reclamava da sovinice da Gol e suas barrinhas de cereal.