"I can't believe it's not insurance" e harakiri para a AIG

Estadão

18 de março de 2009 | 16h59

Aqui nos Estados Unidos os supermercados vendem um treco (não sei que outra palavra devo usar para descrever) chamado “I can’t believe it’s not butter” (não posso acreditar que isso não é manteiga), que é uma pseudo-manteiga com menos calorias e infinatamente menos gosto. Hoje, na audiência do presidente da AIG, Ed Liddy, o congressista Gary Ackerman, rei dos aperçus, veio com mais um dos seus.
“Existe uma grande empresa chamada ‘I can’t believe it’s not butter”. Pelo menos eles têm a decência de dizer que não se trata de manteiga. A AIG é uma companhia de seguro que não é uma companhia de seguro. Se eles tivessem que vender os credit default swaps (CDS) como “I can’t believe it’s not insurance (não posso acreditar que isso não é seguro), ninguém ia comprar.”

O senador Chuck Grassley – que, diga-se de passagem, adora passar uma legislaçãozinha contra o Brasil – foi mais longe. Grassley sugeriu harakiri para os funcionários da AIG que levaram bônus milionários depois de causar prejuízos bilionários para o contribuinte. “Eu me sentiria melhor se eles seguissem o exemplo japonês, se apresentassem para o povo americano, se curvassem e pedissem desculpas, e fizessem o seguinte: ou pedissem demissão, ou se suicidassem.”

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